Ajuste da pupila à claridade não é movimento mecânico

Ajuste da pupila à claridade não é movimento mecânico
Há muito os cientistas usam os olhos para diagnosticar doenças: os olhos podem ser uma janela para as doenças do coração.
[Imagem: Wikimedia/Laitr Keiows]

Os cientistas afirmavam até agora que a dilatação e a contração da pupila era um movimento mecânico em resposta ao aumento ou à diminuição da luminosidade no ambiente.

Além de corrigir os livros-texto, eles vão ter que estender um pouco mais a explicação, e sobretudo tirar a expressão "movimento mecânico" das suas teorias.

Ocorre que um novo experimento acabou de demonstrar que não é necessário aumentar ou diminuir a luz para que o tamanho da pupila se altere - basta imaginar uma cena mais clara ou mais escura para que nossos olhos se ajustem.

Basta imaginar uma cena como um dia de sol ou um céu noturno para que o tamanho das nossas pupilar apresente um efeito correspondente ao que teria se estivéssemos realmente vivendo essas situações com níveis diferentes de claridade.

Ou seja, o ajuste do tamanho das nossas pupilas não é simplesmente uma resposta mecânica, ajustando-se também a uma sensação subjetiva de brilho.

Os experimentos mostraram ainda que estes resultados não são devidos a mudanças voluntárias no tamanho da pupila ou a diferenças no esforço mental necessário para imaginar as cenas.

"Como os seres humanos não podem contrair voluntariamente a pupila dos olhos, a presença de ajustes pupilares à luz imaginária apresenta um forte argumento para a imagem mental como sendo um processo baseado em estados cerebrais semelhantes aos que ocorrem durante a percepção real," escreveram Unni Sulutvedt e Bruno Laeng, da Universidade de Oslo (Noruega) em seu artigo publicado na revista Psychological Science.

Eles sugerem que este trabalho pode ter aplicações práticas, permitindo sondar as experiências mentais de animais de laboratório, bebês, e até mesmo pacientes com distúrbios neurológicos graves.


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