Alteração de normas pretende reduzir riscos da radioterapia

A Comissão Nacional de Energia Nuclear quer melhorar a qualidade e a segurança do tratamento de radioterapia no Brasil.

As recomendações, discutidas com especialistas do setor, serão levadas ao Ministério da Saúde e à Sociedade Brasileira de Radioterapia.

O objetivo é aperfeiçoar o sistema regulatório, a fim de evitar a repetição de acidentes como o registrado em 2012, quando a menina Maria Eduarda, de 7 anos, que era tratada de uma leucemia, morreu vítima de queimaduras graves durante sessões de radioterapia no Centro Radioterápico San Peregrino, que funciona dentro do Hospital Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, na Tijuca, zona norte do Rio.

Logo após o acidente, foi formada uma comissão técnica de estudos na Cnen, composta por especialistas em radioterapia, em radioacidentados, em física médica, além de representantes da Vigilância Sanitária do Estado do Rio de Janeiro (Visa-RJ) e da própria Comissão Nacional de Energia Nuclear, para analisar as causas e consequências do caso, bem como elaborar um relatório sobre o episódio.

"Na verdade, houve um erro, uma falha no planejamento do tratamento da criança. E esse erro não foi constatado pelo físico nem pelo médico," contou Maria Helena Marechal, da Coordenação Geral de Instalações Médicas e Industriais (CGMI) da Cnen.

Maria Helena explicou que quando ocorreu o acidente com Maria Eduarda, a Cnen se achava em processo de revisão da norma específica de radioterapia. Essa norma incorporou várias recomendações da comissão de estudos, muitas das quais já estão sendo implementadas.

Ela destacou ainda a importância do envolvimento das vigilâncias sanitárias para atuar nas inspeções desses casos, embora reconheça que esses órgãos não dispõem, em sua maioria, de um corpo técnico como a Cnen.

Também a sociedade dos médicos deve ajudar, "porque eles (médicos) são o maestro de todo esse time", para que esses profissionais tenham um compromisso de sempre supervisionar o tratamento do paciente.

Segundo Maria Helena, é preciso que haja uma maior divulgação das recomendações feitas pela comissão de estudos, para que sejam adotadas e assimiladas pelos serviços de radioterapia em todo o Brasil.

O Ministério da Saúde acaba de adquirir 80 novos aceleradores, que serão usados para a implantação de novas salas de radioterapia em todo o país.


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