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28/02/2013

Não é apenas amiloide: Alzheimer depende de fator que pode ser prevenido

Redação do Diário da Saúde

Hiperintensidades de Substância Branca

Em 2010, um cientista norte-americano recolheu os resultados das pesquisas mais recentes sobre o Mal de Alzheimer e declarou de forma contundente: "É hora de uma nova teoria sobre a Doença de Alzheimer".

Desde então, outros estudos têm questionado a teoria atual sobre placas de proteína beta-amiloide que, a rigor, não produziu resultados práticos em termos de prevenção e tratamento para a doença.

Agora, cientistas da Universidade Colúmbia, nos Estados Unidos, sugerem que os depósitos de amiloides sozinhos não são suficiente para explicar o surgimento do Alzheimer.

Além deles, parece haver um segundo fator necessário para o desenvolvimento da doença.

Indicadores de Alzheimer

O novo fator agora descoberto chama-se Hiperintensidades de Substância Branca (HSB, ou WMH na sigla em inglês: white matter hyperintensities).

Adam Brickman e seus colegas descobriram que as HSBs (Hiperintensidades de Substância Branca) e os depósitos de beta-amiloide são igualmente associados em pacientes com diagnóstico de Alzheimer.

Os dois elementos são indicadores igualmente válidos de quais pacientes com danos cognitivos leves vão desenvolver Alzheimer.

Mas, entre aqueles paciente com volumes significativo de amiloides, as HSBs foram mais prevalentes em pacientes com Alzheimer do que em pacientes normais.

Como os fatores que levam ao desenvolvimento das HSBs - que são principalmente vasculares - podem ser controlados, os resultados sugerem possíveis formas de prevenir o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Não é apenas amiloide: Alzheimer depende de fator que pode ser prevenido
As HSBs (Hiperintensidades de Substância Branca), presentes no paciente da direita, resultam de uma doença cerebrovascular que atinge pequenos vasos sanguíneos - uma doença que se pode prevenir. [Imagem: CUMC/Columbia]

Alvo errado

Este é mais um estudo que questiona o uso dos depósitos de amiloide como explicação definitiva para a doença.

Em 2011, cientistas suecos fizeram uma descoberta que contradiz a teoria dominante sobre o Mal de Alzheimer, mostrando que os esforços em busca de tratamentos e de cura para o mal estão sendo feitos no sentido contrário.

No ano passado, outro estudo sugeriu que a proteína beta-amiloide pode ser consequência, e não causa do Alzheimer.

O estabelecimento da causalidade é importante porque é nela que os pesquisadores se baseiam na busca por medicamentos para prevenir e tratar o Mal de Alzheimer.


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