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08/11/2012

Anestesia inalada afeta cérebro de crianças

Com informações da Universidade Stony Brooks
Anestesia inalada afeta cérebro de crianças mais que anestésico intravenoso
Helene Benveniste e Zvi Jacob desvendaram o mecanismo que leva algumas crianças a apresentarem delírios e ansiedade ao se recuperar de uma anestesia geral. [Imagem: Stony Brooks University]

Lactato no cérebro

Cientistas descobriram o mecanismo pelo qual o cérebro das crianças é afetado por anestésicos.

Durante a anestesia geral, aumenta muito o nível de lactato, por sua vez aumentando a ativação do cérebro.

Isso pode levar a alterações metabólicas associadas com ansiedade e delírios, verificadas em muitas crianças que passam por procedimentos médicos sob anestesia.

Os resultados, dizem os cientistas, fornecem novas indicações sobre as mudanças metabólicas dentro do cérebro infantil, que poderão ajudar os pesquisadores a entender por que a anestesia geral pode ser potencialmente prejudicial ao cérebro em desenvolvimento.

Ansiedade e delírios

No estudo foram monitoradas 59 crianças, com idades de dois a sete anos, que receberam um de dois anestésicos usados rotineiramente durante exames de ressonância magnética.

Um grupo recebeu o sevoflurano (inalado) e o outro recebeu propofol (intravenoso).

O córtex parietal do cérebro das crianças foi fotografado uma hora depois de ter sido administrada a anestesia.

As imagens revelaram que aproximadamente o córtex parietal das crianças que recebem o sevoflurano tinha o dobro da quantidade de lactato e 20% mais glicose e do que o córtex parietal das crianças que receberam propofol.

"Esta atividade, resultando em uma 'inundação' de lactato durante a anestesia pode ser desvantajosa e aumentar a chance de que as crianças se tornem ansiosas e/ou tenham delírios durante a emergência da anestesia ou no período pós-operatório imediato," disse a Dra. Helene Benveniste, da Escola de Medicina da Universidade Stony Brook (EUA).

Comportamento dissociativo

A equipe mostrou que as crianças que emergiram da anestesia com mais agitação e comportamento dissociativo também apresentavam os mais altos níveis de lactato no cérebro.

"É importante ressaltar que os resultados não sugerem que nenhum dos anestésicos cause efeitos a longo prazo," enfatizou a Dra Benveniste.

Todas as crianças se recuperaram da anestesia sem complicações duradouras. O tempo de recuperação foi menor com o propofol do que com o sevoflurano.


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