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03/11/2011

Aparelho eletrônico previne úlceras de pressão

Redação do Diário da Saúde

Solução eletrônica

Pesquisadores do Instituto de Engenharia do Porto (INESC), em Portugal, criaram um equipamento microeletrônico que auxiliar as equipes de enfermagem a prevenir o aparecimento das úlceras de pressão em pacientes privados de movimentos.

Segundo eles, monitorar 10 pacientes acamados através do aparelho, chamado Movinsense, exige cerca de 30% do investimento necessário para comprar 10 colchões com sensores de pressão, que são atualmente os dispositivos mais comuns para prevenir as úlceras de pressão.

O aparelho é pequeno, leve e simples, o que permite sua colocação no peito do paciente que está sem a capacidade de se movimentar sozinho.

Úlceras de pressão

O aparelho registra a posição do paciente e comunica via wireless com as equipes de enfermagem, alertando-as sempre que é necessário reposicionar o enfermo.

Esta tarefa deve ser executada em média de duas em duas horas, mas o intervalo preciso deve ser definido de acordo com a condição de cada paciente.

O objetivo é prevenir o aparecimento das úlceras de pressão, um tipo de ferida facilmente evitável e que, por isso, é consensualmente considerada um erro clínico.

O problema é que, uma vez que surgem, tratamento das úlceras de pressão é dispendioso e demorado.

Monitorar o paciente

O MovinSense é um equipamento pioneiro no mercado, uma vez que ele monitora o paciente e não a cama.

Ele também permite eliminar a transmissão oral da informação entre os técnicos de saúde,de forma a evitar os erros clínicos que conduzem ao aparecimento das úlceras.

O dispositivo pode incluir uma ficha para cada paciente e alertar para outras informações importantes, como, por exemplo, o horário de administração de medicamentos.

O sistema requer a compra de um único aparelho emissor e de tantos aparelhos receptores quantos forem os pacientes a monitorar. Cada aparelho tem um custo de 400 euros e uma bateria com autonomia para mais de uma semana.

Os pesquisadores criaram uma empresa, a Tomorrow Options, que atualmente está negociando as primeiras vendas com hospitais da Suécia, EUA e Holanda.


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