Aparelho ligado ao celular faz exame dos rins na hora

Um aparelho leve e portátil que realiza exames dos rins promete mudar a rotina de pessoas com condições como o diabetes.

O aparelho coleta os dados, que são analisados por um programa rodando em um smartphone, que também pode se incumbir de transmitir os resultados para o médico.

A tecnologia pode reduzir significativamente a necessidade de visitas frequentes ao consultório médico de pessoas com diabetes e outras doenças renais crônicas.

Exame de albumina

Aydogan Ozcan e seus colegas da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA) também desenvolveram o acoplamento optomecânico para ligar o aparelho ao telefone celular, além de tubos de ensaio descartáveis, o aplicativo Android que analisa os dados e o programa para transmitir os resultados.

O aparelho pode determinar com grande precisão os níveis de albumina na urina do paciente, mostrando os resultados em segundos.

A albumina é uma proteína do sangue, mas representa um sinal de perigo quando encontrada na urina.

"O exame de albumina é feito com frequência para avaliar danos aos rins, especialmente para pacientes com diabetes," disse Ozcan. "Este aparelho fornece uma plataforma extremamente conveniente para pacientes crônicos em casa ou em locais remotos."

Aparelho ligado ao celular faz exame dos rins na hora
O aparelho, que pesa cerca de 100 gramas, é conectado à câmera do celular.
[Imagem: Ozcan Research Group]

Exame pelo celular

O aparelho de exame portátil funciona projetando feixes de luz visível por meio de dois pequenos tubos fluorescentes, um contendo um líquido de controle e outro uma amostra de urina misturada com corantes fluorescentes.

A câmera do celular capta a luz fluorescente depois que ela passa através de uma lente.

Um aplicativo Android processa as imagens em menos de um segundo e o dispositivo pode transmitir os resultados do teste para um banco de dados ou para o médico.

Ozcan estima que o aparelho poderá ser produzido comercialmente por algo entre US$50 e US$100 (R$110 a R$220) por unidade.

Em 2012, a mesma equipe já havia criado um celular capaz de detecta risco de alergias em alimentos.


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