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10/02/2016

Aparelhos de monitoramento cerebral mais próximos do uso prático

Redação do Diário da Saúde
Aparelhos de monitoramento cerebral mais próximos do uso prático
Ainda é preciso melhorar os monitores cerebrais para que eles gerem dados fiéis quando as pessoas estão em movimento. [Imagem: Jacobs School of Engineering/UC San Diego]

Monitor cerebral portátil

Engenheiros criaram um sistema portátil de monitoramento cerebral, com 64 canais, que rivaliza com os caros equipamentos só encontrados em laboratórios de pesquisa.

O equipamento está mais próximo das aplicações do mundo real, já que, além de portátil, é equipado com sensores secos, que são mais fáceis de aplicar e menos incômodos do que os sensores que dependem de géis.

O objetivo da equipe é tirar esses monitores - que essencialmente são aparelhos de eletroencefalograma - fora do ambiente dos laboratórios. Eles vislumbram um futuro em que as pessoas poderão usar aparelhos desse tipo em conjunto com telefones inteligentes para acompanhar estados do cérebro durante todo o dia.

"Isso vai levar a neuroimagem para o próximo nível, com a implantação em uma escala muito maior. Você vai poder trabalhar nas casas dos voluntários. Você pode colocar isso em alguém dirigindo," exemplifica o professor Mike Yu Chi, da Universidade da Califórnia de San Diego (EUA).

O que falta fazer

Os aparelhos de monitoramento cerebral já são usados em várias aplicações, do estudo e acompanhamento de doenças neurológicas até o controle de robôs, computadores e próteses.

Mas ainda é preciso melhorá-los para que eles gerem dados fiéis quando as pessoas estão em movimento. O novo aparelho já consegue capturar os sinais cerebrais de forma confiável enquanto a pessoa faz uma caminhada leve.

A parte eletrônica também precisa ser melhorada para funcionar por longos períodos de tempo - dias, e mesmo semanas, em vez de horas.

"O cálice sagrado no nosso campo é acompanhar mudanças significativas nas redes cerebrais distribuídas na 'velocidade do pensamento'. Estamos mais perto desse objetivo, mas não chegamos lá ainda," reconhece o professor Tim Mullen, coordenador da equipe.


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