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24/09/2013

Atualização do símbolo de acesso a deficientes gera polêmica

Com informações da BBC

O símbolo que representa uma pessoa em uma cadeira de rodas tornou-se um dos ícones mais usados e instantaneamente reconhecidos no mundo para representar deficientes físicos.

Em circulação desde 1969, esse "símbolo internacional de acessibilidade" está presente no transporte coletivo, em vagas de estacionamento e em milhões de edifícios.

Mas um grupo de designers, autodenominados Accessible Icon Project, quer dar ao símbolo um aspecto mais atual - ou mesmo paralímpico.

O novo desenho mostra o personagem do desenho inclinando-se para a frente, ativamente empurrando sua cadeira de rodas.

A ideia por trás disso é que o antigo desenho "tem pernas e braços que parecem mecânicos, sua postura é ereta de forma não natural e seu visual completo torna visível a cadeira de rodas, e não a pessoa", diz o site do grupo.

Segundo Sara Henson, da Escola de Design de Rhode Island, o desenho é "uma metáfora de autodeterminação" e o antigo símbolo já se tornou praticamente invisível para as pessoas.

Atualização do símbolo de acesso a deficientes gera polêmica
O novo símbolo (direita) quer retratar um deficiente mais proativo, mas já enfrenta oposição. [Imagem: Símbolo tradicional e o novo, do grupo Accessible Icon Project]

Barry Gray, que integra o comitê de símbolos gráficos da Organização Internacional de Padronização (ISO, na sigla em inglês), afirma gostar da ideia, mas alega que seu significado não está claro.

"A ideia do design está relacionada a uma cadeira de rodas em velocidade, mas não estamos tentando criar um símbolo de uma cadeira de corridas", argumenta. "Tenta-se passar a ideia de que o caminho sinalizado é por onde você entra no prédio, e não por onde você vai sair em disparada."

E há outra questão envolvendo o símbolo antigo, e não necessariamente resolvida pelo novo: ele representa um usuário de cadeira de rodas, mas foi criado para simbolizar acesso também para deficientes visuais e outros que não necessariamente usem a cadeira.

A artista visual Caroline Cardus defende que o símbolo global sequer tenha a cadeira.

"Se as demais deficiências não estão representadas, a mensagem subliminar é de que, se o local é adaptado para cadeiras de rodas, então os demais podem se virar - e isso não ajuda em nada."

Henson admite que há limites para o que pode ser obtido com símbolos gráficos: "Não uso muito saias, mas o ícone de banheiros femininos costuma ser o da mulher de saia. Há um problema nisso? Provavelmente, mas é uma falha que eu aceito porque (o símbolo) me permite identificá-lo rapidamente."


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