Bactéria alemã: libertem os brotos de feijão, prendam as alfaces

Fora da produção

As autoridades sanitárias da Alemanha descobriram a bactéria E.coli em folhas de alface, em uma área da região de Fürth, na Baviera, no Sudeste do país.

O anúncio, feito hoje (14), ocorre quatro dias depois de as autoridades suspenderem o alerta contra o consumo da verdura.

Os especialistas vão examinar os setores de distribuição e determinaram a retirada da alface dos supermercados.

Com as crescentes suspeitas sobre diversos vegetais, até agora sem nenhuma confirmação definitiva, parece ser a hora de começar a procurar em outros pontos da cadeia.

A distribuição e o armazenamento são os principais suspeitos, uma vez que as bactérias podem não se originar no próprio local de cultivo.

Caça ao culpado

No início do surto, a culpa foi dirigida aos pepinos importados da Espanha, o que não se confirmou.

A seguir, a culpa recaiu sobre brotos de feijão produzidos na própria Alemanha, ainda que a bactéria não tivesse sido identificada nesses vegetais.

No caso da alface, as autoridades alemãs afirmam ser improvável que haja uma relação entre a descoberta em Fürth e o surto infeccioso de E.coli, no Norte da Alemanha, que contaminou mais de 3.200 pessoas e causou 35 mortes.

O Instituto Robert Koch (RKI), de Berlim, informou que nos últimos dias o número de contágios diminuiu.

Síndrome Hemolítica Urêmica

No último dia 11, o RKI anunciou, após intensas pesquisas, que o surto de um perigoso tipo da bactéria E.coli teve origem em brotos de feijão produzidos de uma exploração agrícola de Bienenbuettel, na Baixa Saxônia.

Em relação à bactéria identificada em Fürth, os especialistas analisam se é do tipo que provoca a perigosa Síndrome Hemolítica Urêmica (HUS), que causa danos nos rins e no cérebro e é responsável pela maioria das mortes.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Defesa do Consumidor da Alemanha, foram feitos cerca de 9 mil testes para examinar vários tipos de alimentos - principalmente pepinos, tomates e alfaces.

A hipótese mais provável, segundo os especialistas, é que outros genes da bactéria E.coli que não estão relacionados com a onda de contaminações.


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