Bactéria reflete sinais de sonar como submarino no corpo humano

Bactéria que reflete sinais de sonar funciona como submarino no corpo humano
A bactéria E. coli foi geneticamente modificada para expressar nanoestruturas chamadas vesículas de gás, que refletem as ondas de ultra-som.
[Imagem: Anupama Lakshmanan/Caltech]

Bactérias como submarinos

Cientistas criaram bactérias que refletem ondas sonoras como se fossem submarinos.

A tecnologia promete abrir caminho para transformar bactérias em mini-submarinos que entrem dentro do corpo humano e sejam controlados usando ultra-som.

O objetivo final é ser capaz de injetar bactérias terapêuticas no corpo de um paciente - por exemplo, com probióticos para ajudar a tratar doenças do intestino ou com medicamentos para tratar tumores - e depois usar máquinas de ultra-som para manipular as bactérias usando ondas sonoras. As imagens de ultra-som permitiriam ainda aos médicos saber se os tratamentos chegaram ao lugar certo no corpo e se estão funcionando adequadamente.

"Estamos projetando as células bacterianas para que elas possam nos devolver as ondas sonoras e nos avisar de sua localização da maneira como um navio ou submarino dispersa o sonar quando outro navio está procurando por ele," explicaram Mikhail Shapiro e Raymond Bourdeau, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA). "Queremos poder perguntar à bactéria 'Onde você está e o que você está fazendo?' O primeiro passo é aprender a visualizar e localizar as células, e o próximo passo é se comunicar com elas."

Rastreamento de bactérias

A ideia de usar bactérias como medicamento não é nova. Os probióticos foram desenvolvidos para tratar condições do intestino, como a doença do intestino irritável, e estudos anteriores demonstraram que as bactérias podem ser usadas para atacar e destruir células cancerígenas.

Mas visualizar essas células bacterianas, bem como se comunicar com elas - tanto para coletar informações sobre o que está acontecendo no corpo, quanto para dar instruções às bactérias sobre o que fazer em seguida - ainda não é possível. A equipe resolveu abordar este problema com técnicas de ultra-som porque as ondas sonoras podem viajar mais profundamente no corpo.

Os pesquisadores afirmam que a tecnologia deve estar disponível em breve para cientistas que realizam pesquisas em animais, embora deva levar vários anos para desenvolver o método para uso em seres humanos.


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