Bater na madeira para espantar o azar funciona mesmo

Bater na madeira para espantar o azar funciona mesmo
Bater na madeira é a superstição mais comum na cultura ocidental quando se trata de espantar o azar ou reverter a má sorte. E parece funcionar de fato.
[Imagem: Michele Hogan]

Ritual da sorte

Bater na madeira é a superstição mais comum na cultura ocidental quando se trata de espantar o azar ou reverter a má sorte.

Outras culturas mantêm práticas semelhantes, como cuspir ou jogar sal depois que alguém parece ter desafiado o destino.

Mesmo pessoas que não são particularmente supersticiosas frequentemente compartilham dessas práticas.

Não que alguém acredite que um "toc...toc" na mesa possa mudar realmente o futuro.

Mas um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Chicago (EUA) confirmou que essas superstições realmente "revertem" a percepção que as pessoas têm da má sorte.

Em outras palavras, bater na madeira funciona como um alívio psicológico real para as pessoas.

Ops, falei demais

As pessoas acreditam que acontecimentos negativos são especialmente mais prováveis após um mau agouro - uma frase mal falada, por exemplo.

Se alguém diz: "Ninguém que eu conheça jamais sofreu um acidente de carro," por exemplo, as pessoas sentem que um acidente de carro com algum conhecido passou a ser mais provável.

Mas essas preocupações amplificadas pela própria fala podem ser eliminadas se elas se envolvem em um ritual para desfazer essa má sorte.

Os pesquisadores observaram que os rituais mais comuns para desfazer a má sorte - bater na madeira, jogar sal ou cuspir - todos envolvem movimentos que exercem uma força para longe da pessoa.

Por isso eles começaram a testar se essa natureza de esquiva da ação é a chave para reduzir as expectativas negativas e pela preocupação amplificada gerada pelo desafio que se fez ao destino.

Sai fora, azar

"Nossos resultados sugerem que nem todas as ações para desfazer um mau agouro são igualmente eficazes. Nós descobrimos que as ações de esquiva, que exercem uma força para longe de si, são especialmente eficazes para reduzir as consequências negativas previstas após um mau agouro," diz Jane Risen, uma das autoras do estudo.

"Engajar-se em uma ação de esquiva parece criar a sensação de que o azar está sendo empurrado para longe," acrescenta ela.

Em cinco experimentos diferentes, os pesquisadores acompanharam os participantes desafiando a sorte ou não e, em seguida, participando de uma ação que era de esquiva ou não.

Aqueles que fizeram ações para longe de si mesmos livraram-se mais facilmente da sensação de azar do que aqueles que fizeram ações em direção a si mesmos, ou não as fizeram.

Ou seja, bater na madeira funciona de fato, espantando o problema do único lugar onde ele existe - da cabeça de quem soltou a frase infeliz.


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