Cientistas descobrem como o vinho tinto protege o cérebro

Cientistas descobrem como o vinho tinto protege o cérebro
A pesquisa confirma os benefícios do vinho tinto, mas ainda não se sabe o quanto seria ideal para proteger o cérebro, ou mesmo que tipo de vinho tinto poderia ser melhor, porque nem todos os tipos contêm a mesma quantidade de resveratrol.
[Imagem: Wikimedia]

Resveratrol

Cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, afirmam ter descoberto como o consumo de vinho tinto pode proteger o cérebro contra os danos de um acidente vascular cerebral.

Duas horas após darem a animais de laboratório uma pequena dose de resveratrol, um composto encontrado nas cascas e nas sementes das uvas vermelhas, os cientistas induziram um acidente vascular cerebral isquêmico nos animais.

Eles descobriram que os animais que tinham ingerido preventivamente o resveratrol sofreram danos cerebrais significativamente menores do que os que não tinham recebido o composto natural.

Hemo oxigenase

O estudo sugere que o resveratrol aumenta os níveis da enzima hemo oxigenase, já conhecida por proteger as células nervosas no cérebro contra danos. Quando o derrame ocorre, o cérebro está pronto para proteger-se graças aos níveis elevados da enzima, explica o Dr. Sylvain Doré, que conduziu os experimentos.

Nos ratos que não tinham a enzima, o resveratrol não teve nenhum efeito protetor significativo e suas células cerebrais morreram após o acidente vascular cerebral.

"Nosso estudo adiciona mais evidências de que o resveratrol pode dar resistência ao cérebro contra o AVC isquêmico," diz Doré.

Benefícios do vinho tinto

O vinho tinto tem recebido muita atenção dos cientistas pelos seus alegados benefícios à saúde. Além de reduzir a incidência e os danos causados pelos acidentes vasculares cerebrais, o consumo moderado de vinho tem sido associada a uma menor incidência de doenças cardiovasculares.

Ainda que a pesquisa confirme os benefícios do vinho tinto, contudo, ninguém sabe ainda o quanto seria ideal para proteger o cérebro, ou mesmo que tipo de vinho tinto poderia ser melhor, porque nem todos os tipos contêm a mesma quantidade de resveratrol. "Precisamos de mais pesquisas," diz Doré.

Paradoxo francês

Este é o chamado paradoxo francês: apesar da dieta rica em manteiga, queijo e outras gorduras saturadas, os franceses têm uma incidência relativamente baixa de eventos cardiovasculares, o que tem sido atribuído ao consumo regular de vinho tinto.

Mas Doré adverte sobre o uso de suplementos de resveratrol, disponíveis junto com vitaminas e minerais em lojas especializadas e sites que vendem suplementos alimentares.

Segundo o pesquisador, o resveratrol não foi avaliado em ensaios clínicos. E, embora o resveratrol seja encontrado nas uvas vermelhas, é o álcool do vinho que pode ser o elemento chave para concentrar os compostos benéficos. Por outro lado, diz o pesquisador, o consumo de álcool traz riscos junto com os benefícios potenciais.


Ver mais notícias sobre os temas:

Alimentação e Nutrição

Prevenção

Cérebro

Ver todos os temas >>   

A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos.
Copyright 2006-2016 www.diariodasaude.com.br. Conteúdo publicado sob licença de www.sciencetolife.com. Todos os direitos reservados para os respectivos detentores das marcas. Reprodução proibida.