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10/01/2012

Biochip detecta 80 tipos diferentes de câncer na hora

Redação do Diário da Saúde
Biochip detecta 80 tipos diferentes de câncer na hora
Este é o coração do biochip, que precisa ser integrado a componentes eletrônicos que relatem as informações detectadas na amostra analisada. [Imagem: Dammika Manage]

Exame genético na hora

Pesquisadores canadenses criaram um biochip capaz de analisar até 80 marcadores genéticos que indicam a ocorrência de vários tipos de câncer.

Segundo a Dra Linda Pilarski, da Universidade de Alberta, o pequeno chip abre caminho para a realização de exames e o diagnóstico do câncer na hora, a custo baixo, e sem depender de laboratórios clínicos.

Isso significa que, quando o biochip estiver disponível comercialmente, os exames poderão ser feitos no próprio consultório médico ou em locais remotos, sem pessoal médico especializado e sem recursos adequados.

Cânceres raros

Mais do que isso, a nova tecnologia permitirá a realização de testes para tipos muito raros e específicos de câncer, dificilmente diagnosticados mesmo nos centros mais modernos.

É o caso, por exemplo, do linfoma linfoblástico - ou leucemia linfoide aguda - um tipo raro de câncer que afeta principalmente crianças.

Quando detectado e tratado no início, ele tem taxas de cura excepcionalmente altas. Mas, se não for tratado a tempo, pode ser fatal em algumas semanas.

Outros 79 tipos de câncer podem igualmente ser detectados em um único exame.

Doenças infecciosas

Embora o câncer seja a área principal das pesquisas da equipe, o chip microfluídico também pode ser utilizado para fazer diagnósticos de várias outras doenças, sobretudo infecciosas.

Virtualmente qualquer doença pode ser diagnosticada, bastando para isso fabricar o biochip com os componentes necessários para identificar cada uma delas.

Isso inclui desde uma gripe comum, até malária, SARS, febre do Nilo e outras doenças contagiosas.

Testes

O microlaboratório - conhecido tecnicamente como chip microfluídico - é formado por 80 minúsculas estruturas, cada uma das quais analisa o sangue para uma mutação específica - uma única gota de sangue é suficiente para todos os exames.

Segundo a Dra. Pilarski, os médicos poderão fazer o diagnóstico do paciente no próprio consultório, em um tempo não maior do que uma hora - ou seja, o paciente saberá o resultado do exame durante a própria consulta.

O biochip começará agora a passar por testes de campo.

Depois que sua eficiência for comprovada em larga escala, ele poderá ter sua fabricação autorizada.


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