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30/05/2014

Biochip detecta câncer antes que se desenvolva

Redação do Diário da Saúde
Biochip detecta biomarcadores antes que câncer se desenvolva
Protótipo do microlaboratório, já na fase de testes. [Imagem: ICFO - The Institute of Photonic Sciences]

Hoje, a maioria dos cânceres é detectada no nível macroscópico, quando o tumor já é composto por bilhões de células e a doença está começando a avançar para uma fase mais madura.

Mas que tal diagnosticar o câncer antes que ele comece a progredir, enquanto ele está afetando algumas poucas células localizadas?

Isto agora é possível graças a um biochip desenvolvido pelo Instituto de Ciências Fotônicas (ICFO - Espanha), um pequeno dispositivo que incorpora os mais recentes avanços de áreas de ponta com nomes estranhos, como plasmônica, nanofabricação, microfluídica e química de superfícies.

O biochip é capaz de detectar concentrações muito baixas de proteínas no sangue que sinalizam a presença do câncer - os chamados biomarcadores.

Isso possibilita o diagnóstico da doença nas suas fases iniciais - a detecção do câncer em seus estágios iniciais é a chave para o diagnóstico e o tratamento bem-sucedido da doença.

Como funciona o biochip

Com apenas alguns centímetros quadrados, o biochip - também chamado microlaboratório, ou lab-on-a-chip - contém vários pontos de detecção distribuídos através de uma rede de microcanais, o que lhe permite realizar várias análises simultaneamente.

Biochip detecta biomarcadores antes que câncer se desenvolva
Os sensores para detectar os biomarcadores são nanopartículas de ouro que atraem proteínas específicas que estiverem circulando no sangue. [Imagem: ICFO - The Institute of Photonic Sciences]

Os sensores para detectar os biomarcadores são nanopartículas de ouro quimicamente programadas com um anticorpo do receptor, de tal modo que elas atraem proteínas específicas que estiverem circulando no sangue.

Quando uma gota de sangue é injetada no microlaboratório, ela circula pelos microcanais e, se os biomarcadores de câncer estiverem presentes no sangue, eles vão grudar nas nanopartículas conforme circulem pelos microcanais.

Quando as proteínas grudam nas nanopartículas, isso cria um efeito conhecido como "ressonância plasmônica", que pode ser detectado.

Mais do que isso, o dispositivo detecta a magnitude da ressonância plasmônica, que está diretamente relacionada com a concentração de biomarcadores no sangue do paciente - quanto mais proteínas indicadoras do câncer, mais forte é o sinal.

Isto permite a avaliação direta do risco de o paciente desenvolver o câncer, ou se ele continuará apenas com uma anomalia que não irá progredir e não precisará ser tratada.


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