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26/01/2015

Brasil tem nova vacina contra câncer de próstata

Com informações da Finep - Inovação em Pauta
Brasil tem nova vacina câncer de próstata
Células do tumor citotóxico do próprio paciente são usadas para criar a vacina autóloga.[Imagem: FK Biotec/Divulgação]

Terapia celular

Uma empresa brasileira criou uma nova tecnologia de combate ao câncer que está atualmente na fase clínica, com previsão de entrada no mercado em três anos.

Trata-se de uma vacina autóloga - hoje classificada como terapia celular - ou seja, feita com células tumorais do próprio paciente.

Inicialmente ela será usada para tratar câncer de próstata, mas já há estudos em curso prevendo sua aplicação em outros tipos de cânceres.

Os primeiros testes mostram resultados muito promissores. Em um grupo de 107 pacientes acompanhados por cinco anos, foi usado o nível de PSA como referência do que poderia ser chamado de cura bioquímica, ou seja, quando o PSA fica indetectável.

O PSA é uma proteína encontrada no sangue que, quando em nível elevado, indica a possibilidade de câncer de próstata. No grupo que recebeu a imunoterapia, após cinco anos, 85% dos pacientes tiveram PSA indetectável. No grupo de controle, apenas 48% apresentaram esse resultado.

Estudos clínicos

A sobrevida dos pacientes tratados com a nova vacina aumentou de forma significativa. A média de mortalidade esperada conforme a literatura médica é de 20% - o grupo não vacinado teve 19% de mortes por câncer. No grupo vacinado, a mortalidade foi de apenas 9%.

"Nesse tipo de paciente, a mortalidade é de 1 em 5 pacientes, mas com a imunoterapia celular, a chance de morrer da doença foi de 1 em 11", explica Fernando Kreutz, pesquisador responsável pela vacina e que a está transferindo do laboratório para os hospitais por meio de sua empresa emergente FK Biotec, que está recebendo apoio financeiro da FINEP.

Agora está sendo projetado o estudo clínico da Fase III randomizado, com pelo menos 416 pacientes. Este estudo será multicêntrico e envolverá hospitais de Porto Alegre, além de parcerias com outros estados que estão em discussão.

"O desenho e execução deste novo estudo é fundamental para o futuro desta tecnologia, será um novo tipo de terapia celular anticâncer pioneira no mundo" afirma Kreutz.


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