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28/07/2015

Exame brasileiro detecta hanseníase em 5 min

Com informações da Unicamp
Brasileiros criam exame que detecta hanseníase em 5 min
O exame é simples, barato e dá o resultado em 5 minutos. O Brasil ainda não cumpriu a meta da OMS de redução de novos casos de hanseníase. [Imagem: Antoninho Perri/Unicamp]

Exame de hanseníase

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um método inovador, simples, não invasivo e de baixo custo para o diagnóstico da hanseníase, conhecida desde os tempos bíblicos como lepra.

Estela Lima e Rodrigo Catharino, criadores do novo exame, trabalham no Laboratório Innovare de Biomarcadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O novo exame é de extrema simplicidade: uma plaqueta de sílica de 1 cm2 é sobreposta à pele e levemente pressionada por um minuto, tempo suficiente para que o material absorva as substâncias presentes na sua superfície.

A placa é então depositada em um tubo com metanol, que dissolve as substâncias captadas da pele pela sílica. Com uma seringa, o líquido sobrenadante é transferido para um espectrômetro de massas de alta resolução, onde são caracterizadas as moléculas presentes.

Este procedimento permite identificar os sinais da hanseníase em cerca de cinco minutos. Atualmente, os testes considerados padrão ouro no diagnóstico da hanseníase são a histopatologia diagnóstica e a baciloscopia, diretamente dependentes de biópsia de pele, processo invasivo e de baixa sensibilidade para as formas mais brandas da doença.

Hanseníase, ou lepra

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa de evolução crônica, que se manifesta principalmente por lesões cutâneas, com a diminuição da sensibilidade térmica, dolorosa e tátil. Tais manifestações decorrem da presença do bacilo Mycobacterium leprae, agente causador da doença, que acomete principalmente células cutâneas e nervos periféricos.

Trata-se de uma doença sistêmica, que ataca o organismo como um todo, concentrando-se preferencialmente sobre a pele e regiões mais frias do corpo como dedos, orelhas e nariz. Os doentes que desenvolvem as suas formas mais graves são os que apresentam maior carga bacteriana. Coube ao médico norueguês G. A. Hansen identificar o bacilo causador da doença, em 1873.

Embora registros da lepra datem de cerca de três mil anos, estando a doença muito presente no contexto bíblico, até três décadas atrás mais de 120 países ainda apresentavam altos índices de prevalência da doença.

Dentre esses países remanescentes, o Brasil é um dos que ainda não conseguiram atingir a meta da OMS que preconiza taxa de prevalência da doença não superior a um caso a cada dez mil habitantes. Segundo dados de 2014, do Ministério da Saúde, essa taxa é de 1,51 no país (colocando-o, em relação à de hanseníase, apenas atrás da Índia e de nações africanas).


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