Brasileiros desenvolvem exame rápido para hanseníase

Brasileiros desenvolvem exame rápido para hanseníase
A substância utilizada para o teste, o antígeno LID-1, tem maior sensibilidade para analisar a amostra colhida para o exame.
[Imagem: UFBA]

Um novo exame que está em processo de desenvolvimento por cientistas brasileiros promete identificar a hanseníase mais cedo do que o exame convencional.

A substância utilizada para o teste, o antígeno LID-1, tem maior sensibilidade para analisar a amostra colhida para o exame.

A grande vantagem é que o exame pode identificar formas mais precoces da doença, além de dar os resultados em poucos minutos.

A novidade é fruto do trabalho de Marilena Maria de Souza e Eduardo Martins Netto, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia.

Sensibilidade

"Às vezes, quando o indivíduo tem uma doença já avançada, você tem uma boa sensibilidade do teste da lâmina, mas quando ainda está no início, a lâmina ainda não tem a sensibilidade para pegar essa doença," explica o professor Eduardo.

A nova substância aumenta a sensibilidade - a "capacidade de ver da lâmina". Por mais que as bactérias estejam alojadas na pele do indivíduo, os antígenos, capazes de iniciar uma resposta imune já circulam no sangue. A proteína detecta esses antígenos e faz o diagnóstico.

A dupla ressalta que um exame completo, pronto para ser disponibilizado à população, depende de uma grande cadeia de fases, e eles acabam de aperfeiçoar uma das principais.

A equipe agora está trabalhando nas outras fases e espera que, em alguns anos, o sistema público de saúde já possa contar com um exame rápido, em que se colete a saliva de um paciente e, em 15 minutos, disponibilize o resultado.

Hanseníase

A hanseníase, também conhecida comumente como lepra, é uma doença histórica, que acompanhou a evolução da humanidade até a melhoria da qualidade de vida e das condições sanitárias da população.

As pessoas que antes demoravam cerca de 10 anos para serem curadas, levam hoje até dois anos, nos casos mais severos, então os números de prevalência, número de casos registrados no momento, diminuíram muito nos últimos anos. O tratamento responsável por essa mudança é a poliquimioterapia.

No entanto, a incidência, ou seja, a ocorrência de novos casos, não tem caído na mesma proporção.


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