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21/08/2015

O que falta para os brasileiros doarem mais sangue?

Com informações da BBC

Solidariedade

Conhecidos mundialmente pela simpatia com que tratam o visitante estrangeiro, os brasileiros são menos solidários com seus mais próximos - pelo menos quando o assunto é doar sangue.

Dados da ONU apontam que o Brasil, apesar de coletar o maior volume em termos absolutos na América Latina, doa proporcionalmente menos do que outros países da região, como Argentina, Uruguai ou Cuba.

As estimativas, referentes ao período entre 2012 e 2013, fazem parte de um estudo ainda não publicado pela OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), braço da OMS (Organização Mundial de Saúde) nas Américas.

Quando se analisa a totalidade de doações no continente americano, o país também fica atrás dos Estados Unidos e Canadá.

Doação por abnegação

O estudo também revela outra particularidade da doação de sangue no Brasil: seis em cada dez doadores (59,52%) são voluntários (ou espontâneos, aqueles que doam com frequência sem se importar com quem vai receber o sangue), proporção inferior à de Cuba (100% são voluntários), Nicarágua (100%), Colômbia (84,38%) e Costa Rica (65,74%).

O restante (40,48%) é formado por doadores de reposição, ou seja, aqueles que doam por razões pessoais (quando um amigo ou parente precisa de sangue). Especialistas da área dizem preferir os doadores voluntários aos de reposição pois conseguem ter maior controle sobre a procedência e qualidade do sangue.

Segundo o Ministério da Saúde, no ano passado, foram coletadas 3,7 milhões de bolsas de sangue, 200 mil a mais do que em 2013 - uma alta de 4,55%. Já as transfusões cresceram 6,8% no período (3,3 milhões em 2014 contra 3 milhões em 2013).

Ainda assim, em termos gerais, somente 1,8% da população brasileira entre 16 e 69 anos doam sangue - a ONU considera "ideal" uma taxa entre 3% a 5%, caso do Japão, dos Estados Unidos e de outras nações desenvolvidas.

Doar mais

Isto não significa que o Brasil doe "pouco", mas sim que poderia "doar mais", argumentam especialistas do setor da saúde.

"Não há notícia de que está faltando sangue ou de que cirurgias estão sendo suspensas por causa disso," diz Dimas Tadeu Covas, diretor-presidente da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto. "Mas, sem dúvida alguma, as doações poderiam aumentar, especialmente em períodos do ano em que o ritmo delas se reduz significativamente".

A meta agora, segundo o Ministério da Saúde, é ampliar o número de doações dos atuais 1,8% da população para algo em torno de 2,2% a 2,3% nos próximos cinco anos.

Quais os requisitos para doar sangue?

  • Estar em boas condições de saúde e descanso;
  • Ter entre 16 e 69 anos (menores, a partir dos 16 anos podem doar acompanhados de um dos pais ou responsável legal; maiores de 65 anos só podem doar se já doaram antes dos 60 anos);
  • Pesar no mínimo 50 kg;
  • Estar alimentado (evite ingerir alimentos gordurosos);
  • Apresentar documento oficial de identidade com foto;
  • Não ter tido hepatite após os 10 anos de idade;
  • Não estar utilizando medicamentos;
  • Não estar resfriado ou com gripe;
  • Não ter tido doença de Chagas, Sífilis, Malária ou ser soropositivo de AIDS;
  • Não ter feito tatuagem ou colocado piercing nos últimos 12 meses;
  • Não estar grávida ou amamentando.


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