Butantan inicia novos testes da vacina brasileira contra dengue

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O Instituto Butantan, em parceria com a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, iniciou os testes clínicos da primeira vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo próprio Instituto.

Cerca de 1,2 mil voluntários, de 18 a 59 anos, participarão do experimento, que integra a terceira e última etapa de testes antes de a vacina ser submetida à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Foram convidadas a participar do estudo pessoas saudáveis, que já tiveram ou não dengue em algum momento da vida e que se enquadrem em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos. Os participantes do estudo são acompanhados pela equipe médica por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção oferecida pela vacina.

No total, os testes envolverão 17 mil voluntários em 13 cidades nas cinco regiões do Brasil. Ao todo serão 14 centros de pesquisa credenciados pelo Butantan para a realização dos estudos.

Vacina do Butantan

A vacina contra a dengue do Instituto Butantan foi desenvolvida em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês).

Ela é produzida com vírus vivos, mas geneticamente atenuados, isto é, enfraquecidos, o que significa que ela deverá ser mais eficaz do que outra vacina contra a dengue já sendo comercializada no Brasil.

"Com os vírus vivos, a resposta imunológica tende a ser mais forte, mas, como estão enfraquecidos, eles não têm potencial para provocar a doença. A vacina deve proteger contra os quatro sorotipos da dengue com uma única dose", explica o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil.


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