Cai interesse da população pela vacina contra gripe

Repetindo o ocorrido nos últimos anos, a campanha nacional de vacinação contra a gripe chegou ao fim alcançando apenas metade da meta.

Neste ano, segundo o Ministério da Saúde, 21,3 milhões de pessoas procuraram a vacina, o que representa 53,6% da meta.

Novamente, a saída encontrada pelo Ministério foi prorrogar a campanha, solicitando aos municípios para continuar a vacinar os grupos prioritários até atingir uma cobertura de pelo menos 80%.

Com o problema se repetindo todos os anos, fica a questão se o planejamento do Ministério da Saúde não deveria ser refeito, uma vez que quase metade dos recursos gastos com a vacina podem ser desperdiçados por não haver demanda pela população.

Apenas a campanha de divulgação da vacinação feita na mídia custou R$ 14 milhões.

Estão entre os grupos que menos se vacinaram as gestantes, os indígenas e os trabalhadores de saúde.

O grupo de mulheres pós-parto (puérperas) registrou a maior cobertura vacinal, com 203,8 mil doses aplicadas, o que representa 56,7% deste público.

A vacina contra gripe está disponível nos postos de vacinação desde o dia 22 de abril, quando começou a campanha.

Fazem parte do grupo prioritário crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes; puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional; e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais. Estes são os públicos mais vulneráveis a desenvolver a forma grave da doença.

Para a realização da campanha, o Ministério da Saúde distribuiu 53,5 milhões de doses da vacina, que oferece proteção contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no inverno passado (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B).


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