Capacete de hipotermia ajudará a salvar recém-nascidos

Capacete de hipotermia ajudará a salvar recém-nascidos
Além dos problemas de oxigenação, o capacete poderá ajudar bebês com lesões provocadas por quedas e acidentes.
[Imagem: Divulgação/UFRJ]

Capacete térmico

Um capacete térmico promete salvar vidas de recém-nascidos que sofreram asfixia cerebral após o parto.

O aparelho está sendo desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

O capacete flexível mantém resfriado o cérebro com déficit de oxigenação - a chamada hipotermia focal cerebral neonatal -, minimizando a gravidade e a piora das lesões neurológicas.

"O tratamento desta emergência médica constitui uma corrida contra o tempo," explicou o neurocientista Renato Rozental, responsável pelo projeto.

Asfixia perinatal

A asfixia perinatal pode ser causada por compressão do cordão umbilical, deslocamento da placenta, retardo do crescimento intrauterino, entre outros motivos. Com a oxigenação do cérebro comprometida, o recém-nascido pode morrer ou ter problemas neurológicos. A asfixia ocorre com mais frequência em regiões com rede de saúde precária, quando partos são realizados de forma inadequada.

O capacete provoca a hipotermia controlada apenas do cérebro, para interromper o avanço das lesões do tecido nervoso. O capacete é capaz de manter o resfriamento do cérebro por até 4 horas.

Uso fora do hospital

Além dos problemas de oxigenação, o capacete poderá ajudar bebês com lesões provocadas por traumatismo cranianoencefálico.

"Quando a pessoa está na rua e sofre isquemia ou traumatismo craniano, por exemplo, a tendência é que aumente a temperatura em áreas do cérebro, causando danos sérios e até irreversíveis. A touca permite reverter esse quadro, ainda na rua, minimizando os problemas," ressaltou o professor Rozental.

A previsão é que o capacete de hipotermia focal cerebral neonatal esteja pronto em dois anos.

A asfixia perinatal é a primeira causa de mortalidade de recém-nascidos no mundo. Por ano, em torno de quatro milhões de recém-natos apresentam asfixia. Desse total, um milhão morre e dois milhões ficam com sequelas graves.


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