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11/05/2012

Orientação sexual tem categorias intermediárias

Karene Booker

Categorias sexuais

A orientação sexual é melhor representada como um continuum com duas novas categorias - "majoritariamente heterossexual" e "majoritariamente homossexual/lésbica".

Estas novas categorias viriam se juntar às categorias clássicas heterossexual, bissexual e homossexual/lésbica.

É o que defendem Ritch Savin-Williams, professor de desenvolvimento humano, e sua orientanda Zhana Vrangalova, em uma pesquisa realizada na Universidade de Cornell (EUA).

Cinco categorias de sexualidade

Em uma pesquisa com 1.676 respostas a um inquérito online sobre sexualidade, realizada pelo Facebook, 20% das mulheres e 9% dos homens se identificaram como "majoritariamente heterossexual."

Os pesquisadores afirmam que este resultado vem se somar a outras evidências de que a orientação sexual pode ser melhor descrita usando uma escala mais sutil de 5 pontos, ao invés dos três pontos adotados hoje.

Os resultados também sugerem que a orientação sexual não é apenas um continuum unidimensional, com a preferência pelo sexo oposto em uma extremidade, e pelo mesmo sexo na outra.

Segundo os pesquisadores, ela pode ser mais precisamente conceituada com dois contínuos - um para representar a orientação em relação a outra pessoa do mesmo sexo, e outro contínuo para representar a orientação em relação ao sexo oposto.

"Em outras palavras, ter mais sexualidade em relação ao mesmo sexo não significa necessariamente ter menos sexualidade em relação ao sexo oposto," disse Savin-Williams.

Repercussões reais da sexualidade

Os pesquisadores também descobriram que algumas pessoas que escolheram uma das duas identidades sexuais presumivelmente exclusivas (heterossexuais e homossexuais) ainda assim relatam não-exclusividade em suas atrações e/ou comportamento.

Embora o estudo não tenha se baseado em uma amostra representativa da população, os pesquisadores defendem que seus resultados são semelhantes aos de outras investigações com base em amostras nacionais.

Segundo eles, o uso de etiquetas de orientação sexual mais precisas em pesquisas científicas e de saúde poderá ajudar a compreender as repercussões reais da sexualidade na saúde física, sexual, mental e social.


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