Bactérias perigosas são encontradas em celulares de pacientes de hospitais

Celulares de pacientes de hospitais têm bactérias resistentes a antibióticos
O nível de infecção em telefones celulares de pacientes e visitantes de hospitais é alarmante - os celulares têm até bactérias multi-resistentes a antibióticos.
[Imagem: Serenity/Wikimedia]

Contaminação sem fio

Os telefones celulares utilizados pelos pacientes e seus visitantes em hospitais têm duas vezes mais probabilidade de conter bactérias potencialmente perigosas do que os celulares de médicos e enfermeiros.

Foram encontrados índices alarmantes de bactérias multi-resistentes a antibióticos, tipicamente encontradas em ambientes hospitalares.

A conclusão está em um estudo publicado na edição de Junho da revista médica American Journal of Infection Control.

Bactérias multi-resistentes

Os pesquisadores da Universidade Inonu, na Turquia, coletaram amostras passando uma gaze sobre três partes dos telefones celulares - o microfone, o teclado e o alto-falante.

As amostras de 200 telefones celulares foram cultivadas em laboratório para o estudo, 67 dos quais pertencentes a funcionários e médicos e 133 a pacientes, acompanhantes e visitantes.

Os pesquisadores descobriram que 39,6% dos telefones do grupo de pacientes estavam infectados com bactérias danosas à saúde, contra 20,6% dos telefones dos profissionais de saúde.

Além disso, sete telefones celulares de pacientes tinham bactérias resistentes a múltiplos antibióticos, como a Staphylococcus aureus, resistente à meticilina, e microorganismos gram-negativos resistentes.

Nenhum telefone dos profissionais de saúde deu positivo para patógenos resistentes a antibióticos.

Infecção em celulares

"Os tipos de bactérias que foram encontradas nos celulares dos pacientes e seus padrões de resistência são muito preocupantes," afirmam os autores. "Alguns pesquisadores haviam relatado que os celulares do pessoal médico poderiam ser uma fonte potencial de patógenos no ambiente hospitalar.

"Nossos resultados sugerem que os telefones celulares dos pacientes, acompanhantes e visitantes representam maior risco para a colonização de patógenos nosocomiais do que os celulares dos profissionais de saúde. Medidas específicas de controle de infecções podem ser necessárias para lidar com esta ameaça," concluem eles.


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