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28/06/2016

Células da esclerose múltipla surpreendentemente heterogêneas

Redação do Diário da Saúde
Células que isolam neurônios no cérebro surpreendentemente heterogêneas
As diversas cores mostram a diversidade das células envolvidas na produção da mielina - até agora acreditava-se que essa imagem mostraria apenas uma cor.[Imagem: Job van der Zwan/Karolinska]

Capa dos neurônios

Os oligodendrócitos, um tipo de célula presente no cérebro que desempenha um papel crucial em doenças como a esclerose múltipla, são mais heterogêneos do que se pensava, de acordo com um novo estudo do Instituto Karolinska, na Suécia.

Na esclerose múltipla e em outras doenças neurológicas do mesmo tipo, os sinais elétricos no cérebro são propagados mais lentamente, gerando uma redução na velocidade do fluxo de informação no cérebro, o que resulta em sintomas como o entorpecimento dos membros, a perda de equilíbrio, dificuldades locomotoras e visão turva.

A esclerose múltipla é caracterizada pela perda de mielina, uma membrana protetora que protege e isola eletricamente os neurônios, estando portanto diretamente envolvida nesse processo. As novas descobertas envolvem os oligodendrócitos, células especializadas na produção de mielina.

Mecanismos de degeneração

Ocorre que os oligodendrócitos são mais complicados do que os cientistas pensavam. E uma melhor compreensão de sua população e de seu funcionamento promete oferecer pistas para futuras estratégias terapêuticas.

Depois de usar uma técnica inédita e mais precisa para analisar mais de cinco mil oligodendrócitos de várias regiões do cérebro e da medula espinhal de animais de laboratório, a equipe foi capaz de identificar pelo menos 12 subclasses diferentes de oligodendrócitos, além de um novo tipo de célula envolvida na produção de mielina até agora desconhecida.

Além disso, as células possuem versões "jovens" e "maduras", variando conforme a idade do animal.

"A descoberta desta inesperada heterogeneidade dos oligodendrócitos poderá trazer novas pistas para perceber os mecanismos de degeneração e regeneração em doenças onde a mielina é degradada, tais como a esclerose múltipla," disse Gonçalo Castelo-Branco, um dos autores do artigo, publicado pela revista Science.


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