Células-tronco recompõem 0,5% de células da retina de cobaias cegas

Em um experimento preliminar e de baixa eficiência, cientistas testaram o uso de células-tronco para o tratamento da cegueira.

O estudo, publicado na revista científica Nature Biotechnology, mostra que deficiências na parte do olho que detecta a luz podem ser reparadas.

O experimento focou os fotorreceptores, células da retina que detectam a luz e as convertem em sinais elétricos enviados ao cérebro.

Em alguns casos de cegueira, como na doença de Stargardt e na degeneração macular, essas células podem morrer.

Os experimentos realizados com camundongos por uma equipe mostraram que o mau funcionamento desses fotorreceptores pode ser tratado com células-tronco.

Retina em laboratório

Usando células de camundongos, equipe do Hospital Moorfields Eye e da Universidade College de Londres montou uma espécie de retina em laboratório.

A seguir, foram extraídas da cultura celular milhares de células-tronco que foram amadurecidas para serem transformadas em fotorreceptores e depois injetadas nos olhos das cobaias cegas.

A equipe concluiu que essas células puderam se conectar com a arquitetura do olho e começar a funcionar.

No entanto, a eficiência das novas células ainda é muito baixa - apenas mil de um total de 200 mil células transplantadas (0,5%) foram absorvidas de fato pelo olho.

Mas O pesquisador-chefe, Robin Ali, disse que os resultados são suficientes para abrir caminho para testes em humanos.

"Estamos muito animados. É possível dizer que cinco anos são um prazo realista para começar os testes clínicos", disse Ali.


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