Células-tronco totipotentes são produzidas em laboratório

Células-tronco totipotentes
Uma célula de tipo 2C (verde) é diferente de uma célula-tronco embrionária (magenta).
[Imagem: IGBMC/Maria Elena Torres-Padilla]

Células-tronco totipotentes

Já é bem dominada a técnica de obter células-tronco pluripotentes em laboratório (isto é, células capazes de gerar todos os tecidos de um embrião) a partir de qualquer tipo de célula do corpo de um adulto - são as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas (iPS).

Agora, pesquisadores do Japão e da França deram um passo adicional.

Eles conseguiram gerar células-tronco totipotentes, ou seja, com as mesmas características das células dos primeiros estágios embrionários.

Logo após a fertilização, quando o embrião é composto por apenas uma ou duas células, essas células são totipotentes, isto é, capazes de produzir um embrião inteiro, além da placenta e do cordão umbilical.

Durante as rodadas subsequentes de divisão celular, as células-tronco totipotentes perdem rapidamente essa plasticidade e tornam-se pluripotentes.

Na fase de blastocisto (composto por cerca de trinta células), as células-tronco embrionárias podem diferenciar-se em qualquer tecido, embora individualmente não possam mais dar à luz a um feto. As células-tronco pluripotentes continuam a especializar-se e formar os vários tecidos do corpo através de um processo chamado diferenciação celular, quando então se tornam tipos específicos de células.

Células tipo 2C

Quando células-tronco pluripotentes são cultivadas em laboratório, uma pequena quantidade de células totipotentes aparece espontaneamente - são as chamadas "células tipo 2C", uma referência à sua semelhança com a fase de embrião de 2 células.

A equipe liderada pelo professor Takashi Ishiuchi descobriu que o DNA é menos condensado nas células totipotentes e que a quantidade do complexo proteico CAF1 é menor.

Uma olhada mais atenta revelou que o CAF1 - já conhecido por seu papel na montagem da cromatina, o estado organizado do DNA - é responsável por manter o estado pluripotente, garantindo que o DNA seja enrolado em torno das histonas.

Com base nessas informações, a equipe foi capaz de induzir um estado totipotente inativando a expressão do complexo CAF1, o que levou a cromatina a se reprogramar em um estado menos condensado, típico das células totipotentes.

Os resultados foram publicados na revista Nature Structural & Molecular Biology.


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