Chegada do vírus zika ao Sudeste é inevitável, diz infectologista

A chegada do vírus zika à região Sudeste do Brasil é inevitável, segundo o infectologista Ralcyon Teixeira, supervisor do Pronto-Socorro do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo.

"Há riscos devido às chuvas, ao calor e à presença do Aedes aegypti," disse.

De acordo com o infectologista, como há zika circulando pelo Nordeste, é inevitável que o vírus chegue à região Sudeste.

Ralcyon explica que as duas mulheres com casos confirmados em São Paulo já passaram da fase de transmissão do vírus, que dura aproximadamente 11 dias. "Para essas mulheres não há mais riscos, pois elas não têm circulação do vírus no sangue. Assim, não passa para outras pessoas, mesmo com o mosquito as picando", disse.

Recomendação às gestantes

As mulheres grávidas devem redobrar a atenção para evitar o contato com o Aedes aegypti.

Ralcyon disse que pouco se sabe sobre como a infecção chega ao feto durante a gestação. Ele lembra que a formação dos órgãos do bebê ocorre até o segundo trimestre da gravidez. "É o período mais importante. Provavelmente, as infecções mais precoces, no início da gestação, são as que mais comprometem," disse.

A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Essa condição pode ter diversas causas, como agentes químicos e infecções (caso do vírus zika). Crianças com microcefalia desenvolvem, em 90% dos casos, algum nível de retardo mental.

Por isso, as gestantes devem ficar atentas aos sintomas do zika: vermelhidão na pele, dor no corpo, febre, coceira e olhos vermelhos.


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