Cientistas criam modelo 3-D do vírus da gripe A H1N1

Cientistas criam modelo 3-D do vírus da gripe A H1N1
Para compreender a imagem, veja a legenda no texto.
[Imagem: Sebastian Maurer-Stroh et al/Biology Direct]

H1N1 em 3-D

Cientistas do Instituto de Bioinformática de Cingapura utilizaram uma técnica de simulação computacional para elaborar o primeiro modelo tridimensional de uma proteína crítica produzida pelo vírus H1N1, a neuraminidase.

A neuraminidade é o N, de H1N1. Para compreender melhor essa nomenclatura, veja Vírus da gripe suína é catalogado como A/H1N1

Com o modelo 3-D, a equipe do Dr. Sebastian Maurer-Stroh conseguiu mapear as regiões da proteína que sofreram mutações e determinar se os medicamentos atuais que alvejam áreas específicas da proteína estão sendo eficazes.

A ferramenta permitirá também o teste de novos medicamentos e das futuras vacinas contra o vírus.

Descobertas

O mapeamento da neuraminidase do H1N1 já permitiu pelo menos quatro descobertas essenciais:

  • A estrutura da neuraminidase do vírus da influenza A H1N1 de 2009 sofreu grandes mutações superficiais em comparação com cepas de vírus estreitamente relacionadas, como o vírus H5N1 da gripe aviária e com outras cepas, como a do vírus H1N1 da gripe espanhola de 1918;
  • a neuraminidase do vírus da influenza A H1N1 de 2009 parece-se mais com a proteína do vírus H5N1 da gripe aviária do que com a proteína do H1N1 da gripe espanhola de 1918;
  • as atuais mutações do vírus tornaram as atuais vacinas contra a gripe, que atuam contra a neuraminidase, menos eficazes; e
  • os medicamentos comerciais, como o Relenza e o Tamiflu, continuam eficazes contra o atual vírus H1N1.

Biochip para identificar o H1N1

O mesmo grupo de cientistas também criou um biochip capaz de decodificar rapidamente os genes dos vírus da gripe, distinguindo entre o vírus A H1N1, os vírus da gripe comum e cepas de vírus mutantes causadores de outras gripes.

Legenda do modelo 3-D do vírus

No modelo, os átomos vermelhos representam as moléculas dos medicamentos e outros heteroátomos. Os resíduos azuis representam novas mutações comparadas com o vírus H5N1 da gripe aviária e com o H1N1 da gripe espanhola de 1918. Os resíduos amarelos mostram as variações do H1N1 entre os diversos pacientes estudados. E o eixo principal verde representa resíduos onde 3 anticorpos se fixam.

Os modelos interativos, onde se pode selecionar entre as diferentes combinações com os medicamentos e as comparações com outros vírus, foram disponibilizados gratuitamente pelos pesquisadores (http://mendel.bii.a-star.edu.sg/SEQUENCES/H1N1/).


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