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31/07/2013

Coagulação do sangue é ligada e desligada com nanopartículas e laser

Redação do Diário da Saúde
Coagulação do sangue é ligada e desligada com nanopartículas e laser
Nanopartículas de ouro são acionadas por luz, ativando proteínas diferentes para ligar ou desligar a coagulação do sangue.[Imagem: Helena de Puig]

Pesquisadores criaram minúsculas partículas de ouro controladas por luz que podem ligar a desligar a coagulação do sangue.

Elas fazem isso atuando sobre os "controles de DNA" que controlam essa função sanguínea.

Coagulação natural

A coagulação natural do sangue é precisamente sincronizada para ocorrer na hora e no lugar certos.

A cicatrização de ferimentos, as cirurgias e outras condições, por sua vez, requerem a manipulação deste processo, tipicamente através da utilização de anticoagulantes como a heparina ou varfarina.

No entanto, estas drogas são inerentemente de "mão única", podendo apenas bloquear a coagulação. Inverter seus efeitos depende de remover o medicamento completamente da corrente sanguínea.

A nova técnica abre novas possibilidades para controlar o processo de coagulação do sangue de forma mais precisa e inteiramente seletiva durante terapias ou acidentes.

Ligando e desligando a coagulação

O interruptor de mão dupla para a coagulação do sangue funciona com base na capacidade de duas nanopartículas de ouro para liberar seletivamente moléculas de DNA diferentes.

As nanopartículas liberam sua carga de DNA dependendo da cor da luz de um laser que incide sobre elas.

Quando estimuladas por uma cor, uma nanopartícula libera uma fita de DNA que se liga à trombina, uma proteína do sangue, inibindo a formação de coágulos.

Quando estimulada pela outra cor, a outra nanopartícula age como um antídoto, liberando trombina, restaurando a atividade de coagulação.

Os resultados foram anunciados na revista científica PLoS ONE por Kimberly Hamad-Schifferli e seus colegas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Ainda não há previsão de testes dessa nova nanotecnologia em seres humanos, mesmo porque, recentemente, foram lançadas suspeitas de que as nanopartículas de ouro podem fazer mal à saúde.


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