Colesterol bom demais ou de menos pode causar morte prematura

Vários estudos recentes vêm levantando a possibilidade de que o HDL pode não ser tão protetor contra as doenças cardíacas como os cientistas apregoam. Na verdade, já se conhecem condições nas quais o "colesterol bom" pode fazer mal ao coração.
[Imagem: Daniel Rader Lab]

Colesterol em equilíbrio

Comumente apontada como "colesterol bom", ajudando a reduzir o risco de acidente vascular cerebral e ataque cardíaco, a lipoproteína de alta densidade (HDL) parece ter um papel mais complexo do que se pensava.

Agora se descobriu que tanto níveis de HDL muito altos, quanto níveis muito baixos, podem na verdade aumentar o risco de uma pessoa morrer prematuramente.

Por outro lado, níveis intermediários de colesterol HDL podem aumentar a longevidade.

"Os resultados nos surpreenderam," disse o Dr. Ziyad Al-Aly, da Universidade de Washington. "Anteriormente pensava-se que níveis elevados de colesterol bom fossem benéficos. A relação entre níveis elevados de colesterol HDL e morte precoce é inesperada e não totalmente clara ainda. Isso vai exigir um estudo mais aprofundado."

A conclusão é baseada na análise dos níveis de colesterol HDL de mais de 1,7 milhão de homens adultos, que foram acompanhados de outubro de 2003 até setembro de 2013.

Nem bom nem mau

O colesterol é uma substância gordurosa encontrada no sangue que pode restringir e bloquear os vasos sanguíneos, causando doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral. Durante anos, o colesterol HDL recebeu os méritos por remover placas que se acumulam nas artérias pelo "colesterol ruim", ou LDL (proteína de baixa densidade).

Contudo, esse quadro clássico difundido pelos cientistas ao longo das últimas décadas vem-se mostrando cada vez mais questionado por uma série de estudos mais recentes.

"Os resultados podem explicar por que os ensaios clínicos destinados a aumentar os níveis de colesterol HDL falharam em apresentar resultados positivos," disse Al-Aly. "Tanto HDL muito baixo quanto muito alto são igualmente associados com maior risco de morte."

Os resultados foram publicados no Clinical Journal of the American Society of Nephrology.


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