Conservadores e progressistas revelam-se pela linguagem

Eu e nós

Parece ser mais fácil do que se pensava classificar as pessoas como progressistas ou conservadoras.

Uma análise de quase um milhão de mensagens postadas por mais de 10.000 usuários do Twitter revelou que os liberais expressam mais emoções e os conservadores são mais propensos a falar sobre religião.

E, dando suporte a outros estudos que mostraram que os liberais sentem-se únicos demais, enquanto os conservadores sentem-se iguais demais, os novos dados mostraram que os liberais usam mais palavras individualizantes, como "eu", enquanto os conservadores optam mais por termos orientados para o grupo, como "nós".

Emoções e defeitos dos outros

Embora também xinguem mais em suas mensagens, o que pode parecer algo negativo, os pesquisadores acreditam que o comportamento dos liberais está associado com o uso de uma linguagem mais expressiva emocionalmente, já que os progressistas são mais propensos do que os conservadores a também expressar emoções positivas e usar linguagens associadas com os sentimentos.

Especificamente no aspecto político, parece ser universal a tendência de as pessoas verem mais os defeitos nos adversários do que tentarem reforçar elementos que gostam em seus líderes: tanto conservadores quanto liberais falam mais dos oponentes do que de seus próprios candidatos.

De acordo com Matthew Purver e seus colegas da Universidade Queen Mary (Inglaterra), as claras diferenças entre a linguagem utilizada por conservadores e liberais pode permitir identificar as tendências políticas das mensagens no Twitter, dando aos organizadores de campanhas uma melhor compreensão das conversações políticas nas mídias sociais.


Ver mais notícias sobre os temas:

Comportamento

Emoções

Relacionamentos

Ver todos os temas >>   


  

A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos.
Copyright 2006-2016 www.diariodasaude.com.br. Conteúdo publicado sob licença de www.sciencetolife.com. Todos os direitos reservados para os respectivos detentores das marcas. Reprodução proibida.