Mais da metade dos casos de Alzheimer podem ser evitados

Revisão do Alzheimer

Mais da metade de todos os casos da doença de Alzheimer poderiam ser evitados por meio de mudanças do estilo de vida e do tratamento ou prevenção de doenças crônicas.

Esta é a conclusão de um estudo conduzido pela Dra. Deborah Barnes, pesquisadora de saúde mental da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos Estados Unidos.

O estudo, chamado de estudo de revisão, analisou de forma sistemática dados de pesquisas científicas realizadas por inúmeros grupos de pesquisa ao redor do mundo, envolvendo no total centenas de milhares de participantes.

Como evitar o Alzheimer

Barnes concluiu que, na média mundial, os principais fatores de risco para o Alzheimer que são modificáveis são, em ordem decrescente de importância:

  1. baixa escolaridade
  2. tabagismo
  3. sedentarismo
  4. depressão
  5. hipertensão na meia-idade
  6. diabetes
  7. obesidade na meia-idade

Juntos, esses fatores de risco estão associados com 51 por cento dos casos de Alzheimer em todo o mundo (17,2 milhões de casos) e 54 por cento dos casos de Alzheimer nos Estados Unidos (2,9 milhões de casos).

Nos Estados Unidos, Barnes descobriu que os fatores de maior risco modificáveis apresentam-se em outra ordem: inatividade física, depressão, tabagismo, hipertensão na meia-idade, obesidade na meia-idade, baixa escolaridade e diabetes.

Mudanças de estilo de vida

"O que é entusiasmante é que isso sugere que algumas mudanças de estilo de vida muito simples, como o aumento da atividade física e deixar de fumar, podem ter um tremendo impacto na prevenção do Alzheimer e outras demências, nos Estados Unidos e no mundo," disse Barnes.

Barnes adverte que suas conclusões são baseadas no pressuposto de que existe uma relação causal entre cada fator de risco e a doença de Alzheimer.

"Nós estamos assumindo que, quando você altera o fator de risco, então você altera o risco," explicou ela. "O que precisamos fazer agora é descobrir se essa suposição é correta."

Os resultados do estudo foram publicados na conceituada revista The Lancet Neurology.


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