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04/02/2016

Confirmada transmissão sexual do vírus zika

Redação do Diário da Saúde

Transmissão sexual do zika

Autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram que o vírus zika "provavelmente" é transmitido sexualmente.

Ainda há algumas incertezas quanto a esse meio de transmissão porque o vírus também está presente na urina e na saliva - ou seja, há também a possibilidade de que um simples beijo possa transmitir a doença em sua fase aguda.

A confirmação da suspeita ocorreu na análise do caso de um casal norte-americano no qual um dos cônjuges, mas não o outro, esteve na Venezuela. Nos dias seguintes, o cônjuge que não viajou apresentou sintomas e foi identificado com o vírus. E não há infestação do Aedes aegypti na região de Dallas, onde o casal vive.

Em 2013, o zika foi detectado no sêmen de um homem na Polinésia Francesa. Embora aparentemente não tenha havido transmissão, o homem percebeu sangue no sêmen, por isso realizou exames que mostraram a presença do vírus.

Também já havia um caso documentado na literatura médica de um pesquisador norte-americano que visitou o Senegal, na África, em 2008, país que passava por um surto de zika na época, e que transmitiu o vírus para sua mulher, que não havia estado em regiões infectadas. Também havia presença de sangue no sêmen. O casal igualmente vivia em uma cidade sem presença do Aedes aegypti.

Não viajar para o Brasil

Até agora, foram detectados casos de infeção com vírus zika na América Latina, África e Ásia. Na Europa e na América do Norte, dezenas de casos foram relatados, mas as temperaturas frias do inverno impedem a sobrevivência do mosquito.

A Cruz Vermelha apelou para que sejam feitos donativos para a luta contra a epidemia de zika, que pode ser potencialmente perigosa para mulheres grávidas.

"A única maneira de impedir o vírus zika é controlar os mosquitos ou parar completamente o seu contato com os seres humanos, acompanhando esta ação para reduzir a pobreza," recomendou a Cruz Vermelha.

Epidemia de zika

Estudos mais aprofundados já estão em andamento para confirmação dos meios de transmissão, mas uma palavra final dependerá do estudo de novos casos.

Isto aumenta a preocupação de uma propagação rápida da doença, inicialmente nas Américas, mas podendo atingir todo o mundo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já havia declarado a epidemia de zika como "emergência de saúde pública de alcance global", sobretudo pela suspeita de que o vírus cause má-formações no cérebro de fetos.

A OMS também desaconselhou que mulheres grávidas viajem para o Brasil, o país mais atingido pela epidemia, com 1,5 milhão de casos.

O vírus zika é transmitido primariamente aos seres humanos pela picada de pernilongos do gênero Aedes (aegypti e albopictus) infectados.

Apesar de produzir sintomas mais leves do que o vírus da dengue, o vírus zika foi associado a complicações neurológicas que causam microcefalia no feto.


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