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31/10/2015

Cresce número de pessoas mortas por raios dentro de casa

Com informações do Inpe

Mortes por raios dentro de casa

O Brasil registrou 1.789 mortes causadas por raios nos últimos 15 anos e ocupa a 6º colocação em ranking vítimas fatais do fenômeno natural, conforme estudo divulgado na última semana pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O dado mais preocupante, contudo, é o que mostra um aumento de mortes por raios dentro de casa. Entre 2000 e 2009, esse grupo representava 12% das mortes, que cresceu para 19% - 304 das vítimas fatais dos raios estavam nas suas casas.

"Se é verdade que dentro de casa as pessoas estão protegidas, é verdade também que não se está completamente protegido", afirmou o pesquisador Osmar Pinto Júnior, acentuando que, nos países desenvolvidos, as mortes domésticas por raios variam entre 1% e 3% do total.

Ele alerta para a necessidade de as pessoas tomarem cuidados como não tomar banho durante chuvas, evitar ficar perto de eletroeletrônicos ligados nas tomadas e não usar o telefone por fio. "Quando ocorre um raio perto da sua casa, ele induz corrente nas redes elétrica e telefônica que aparecem nos fios e nas tomadas", observa.

Campeão de raios

O Brasil é o líder mundial de incidência de raios, com 50 milhões por ano, em razão da extensão territorial em zona tropical do País, que deve assistir a um aumento do fenômeno em função das mudanças climáticas e pelo crescimento da urbanização. "Há uma tendência de a região Norte, por exemplo, aumentar a incidência de raios por ser a região que mais vai se aquecer", disse Osmar.

Apesar do número expressivo de mortes e de raios, as vítimas fatais têm diminuído. No recorte anterior, de 2000 a 2009, a média de mortes por ano no País era de 132 pessoas. Já no intervalo 2000-2014, a média caiu para 111 mortes anuais. A queda é de 15% na comparação dos períodos.

A queda na quantidade de mortes anuais, contudo, não foi verificada entre jovens de até 24 anos. Esse grupo viu o número de mortes subir de 40% do total para 68%, na comparação dos períodos analisados pela pesquisa. "Isso sugere que precisamos fazer uma ação para (informar) os jovens", alertou Osmar.


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