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29/11/2015

Cresce suspeita de ligação entre zika e microcefalia

Redação do Diário da Saúde

Cresceram as suspeitas da conexão entre o vírus zika e os casos de microcefalia em recém-nascidos depois que casos semelhantes foram reportados na Polinésia Francesa.

Antes do Brasil, apenas a Polinésia Francesa e a Micronésia, países insulares localizados na Oceania, haviam tido epidemias de zika.

Até o momento, foram notificados 739 casos de microcefalia no Brasil - a média nacional é de 150 casos por ano -, e exames de duas mães deram positivo para o vírus zika.

Os casos suspeitos de microcefalia no Brasil passaram de cerca de 150 por ano para 739 este ano. Há notificações em 160 municípios de nove Estados, principalmente no Nordeste. O Estado mais afetado é Pernambuco.

No início desta semana, o Ministério da Saúde afirmou que ainda não é possível ter certeza sobre a causa do aumento de microcefalia que tem sido registrado em nove estados, e que os exames para averiguar a ligação com o vírus zika continuavam em andamento.

Contudo, na mesma nota, o Ministério alertou as mulheres grávidas para que redobrassem os cuidados "que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos".

Já as autoridades da Polinésia Francesa registraram pelo menos 17 casos de má-formação do sistema nervoso central entre 2014 e este ano.

Assim como o Brasil, o país ainda investiga se há relação direta entre os casos de má-formação e o vírus zika.

Microcefalia e zika em São Paulo

O secretário municipal de Saúde da cidade de São Paulo, Alexandre Padilha, falou à imprensa sobre dois casos de microcefalia registrados recentemente na cidade e que estão sendo investigados por poderem ter relação com o vírus zika.

Em ambos os casos, porém, as mulheres apresentaram sintomas da doença no início da gravidez, quando ainda não moravam no estado, que ainda não registrou casos de zika.

O secretário também ressaltou a importância dos cuidados com o pernilongo Aedes aegypti, que transmite os vírus da dengue, zika e chikungunya.

"Tanto as gestantes quanto quem pretende engravidar ou planejar a gravidez, o que tenho dito é que a dengue é potencialmente mais grave para uma gestante do que o vírus zika. Temos relatos de óbitos de gestantes com dengue. Temos relatos de aborto no período de infecção por dengue e de comprometimento do feto. Uma gestante que pega dengue tem um risco maior de ter um caso grave de dengue. Quem é gestante ou planeja engravidar tem de saber que precisa ter cuidados redobrados em relação à dengue. Se tomar cuidados com relação à dengue, ela já estará tomando cuidados com relação ao vírus zika e à chikungunya," disse Padilha.

Os dois casos de microcefalia registrados na capital paulista, segundo Padilha, são de gestantes vindas de Pernambuco e da Paraíba e que apresentaram sintomas de vírus zika no início da gravidez. Uma delas deu à luz na semana passada no Hospital Municipal Mário Degni, no Butantã, zona oeste da capital. A outra recebeu o diagnóstico de microcefalia em um exame de imagem antes do parto.


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