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03/02/2015

Crianças criam novo conhecimento enquanto dormem

Redação do Diário da Saúde
Crianças criam novo conhecimento enquanto dormem
O cérebro das crianças foi monitorado enquanto dormiam por meio de exames de eletroencefalografia, que mostraram que os fusos de sono são essenciais para o aprendizado infantil.[Imagem: MPI f. Human Cognitive and Brain Sciences/Ch. Rügen]

Novos conhecimentos durante o sono

Se as crianças parecem não se cansar nunca, parece não haver descanso para o cérebro de uma criança nem mesmo quando ela dorme.

Pesquisadores alemães constataram que, enquanto a criança está dormindo, seu cérebro está reprocessando o que ela aprendeu enquanto estava acordada, criando um conhecimento novo por meio de generalizações.

Trabalhando com bebês de 9 a 16 meses de idade, e usando ferramentas sofisticadas de neuromonitoramento cerebral, Manuela Friedrich e seus colegas do Instituto Max Planck e da Universidade Tubingen constataram que as crianças lembram-se melhor dos nomes dos objetos que aprenderam quando tiram um pequeno cochilo entre o aprendizado e o teste.

Com base em suas análises, os pesquisadores concluíram que só depois de dormir as crianças tornam-se capazes de transferir os nomes aprendidos para novos objetos semelhantes, que elas ainda não haviam visto antes de dormir.

Assim, o cérebro infantil parece formar categorias gerais durante o sono, convertendo a experiência em conhecimento.

Fusos de sono

A equipe também demonstrou que a formação de categorias de objetos - ou generalização - está intimamente relacionada com uma atividade rítmica típica do cérebro dormindo, chamada fusos de sono: as crianças com essa atividade mais forte são particularmente boas em generalizar as suas experiências e desenvolver novos conhecimentos durante o sono.

Dormir significa muito mais do que apenas relaxamento para o nosso cérebro. O fluxo de informações dos órgãos sensoriais são em grande parte interrompidos enquanto dormimos, mas muitas regiões do cérebro ficam especialmente ativas nesses momentos.

A maioria dos pesquisadores do cérebro acredita hoje que o sono recupera experiências recentes, consolidando, assim, novos conhecimentos e integrando esse conhecimento novo na memória existente, através de reforço, religação ou mesmo a quebra de conexões neuronais antigas. Isto significa que o sono é indispensável para a memória.


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