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13/10/2015

CTNBio libera vacina contra a dengue com proteção média de 60%

Com informações da Agência Brasil

"Não faz mal"

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou a liberação comercial da vacina contra a dengue chamada Dengvaxia, fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur.

A aprovação significa que a CTNBio acredita que a vacina não causa riscos a pessoas, animais ou ao meio ambiente.

"A vacina traz um vírus que foi modificado para ser atenuado, para não provocar a doença e sim uma resposta imunizante, e, para isso nós demos o ok, ela é segura". disse a bioquímica Maria Sueli Felipe, membro da comissão.

Para que a Dengvaxia possa ser vendida no Brasil, falta agora o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Anvisa diz que fez questionamentos à empresa e está avaliando as respostas, porém não dá prazo para o resultado final do pedido de registro.

Eficácia variável

De acordo com o laboratório francês, sua vacina contra a dengue tem eficácia de 60,8% contra os quatro sorotipos da doença, taxa de redução de hospitalização de 80,3% e diminuição de 95,5% de casos graves da dengue. A imunização deverá ser feita em três doses, com intervalos de seis meses.

A eficácia contra o sorotipo 3 é muito baixa, o que deixou a eficácia geral reduzida, pouco acima dos 50%. A maior proteção é contra o tipo 2, o que por sua vez eleva a média.

"Essa porcentagem é uma média contra os quatro sorotipos. A eficácia contra os sorotipos um, dois e quatro são bem maiores que isso, o três é mais baixo, por isso a média cai, mas é importante ver que, se você for infectado com o vírus tipo dois, você vai estar bem protegido," explicou Sueli.

A vacina usa o vírus atenuado da febre amarela (que, como a dengue, pertence ao grupo dos arbovírus).

Além disso, os dados de eficácia são válidos para pessoas com mais de 9 anos de idade. Segundo a comissão, em crianças de 2 a 5 anos, os efeitos colaterais também são maiores.

Vacina do Instituto Butantan

O Instituto Butantan também está desenvolvendo uma vacina contra a dengue, baseada na técnica de modificação genética do vírus para que ele seja atenuado e, em vez de provocar a doença no paciente, provoque a produção de anticorpos.

Esta é uma técnica diferente da adotada pelas vacinas que matam o vírus ou fazem a atenuação por calor, exigindo um grau maior de cuidado para a avaliação da segurança.

A vacina do Instituto Butantan está aguardando resultados da segunda etapa de testes, em que pessoas são vacinadas para testar a eficácia do produto. O instituto pediu autorização à Anvisa para entrar na fase três de ensaios, que amplia a abrangência da pesquisa.


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