Cientistas dizem ter descoberto cura definitiva para alcoolismo

Cura para o alcoolismo

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Scripps (EUA) afirmam ter descoberto uma forma de curar definitivamente o alcoolismo.

"Nós podemos reverter completamente a dependência de álcool alvejando uma rede específica de neurônios," garante o professor Olivier George, que fez o estudo com seu colega Giordano de Guglielmo.

Os resultados se basearam em descobertas anteriores que mostraram que o uso frequente de álcool pode ativar grupos específicos de neurônios. Tanto nos seres humanos, quanto nos animais de laboratório, esses neurônios representam apenas cerca de 5% dos neurônios da amígdala central do cérebro.

Quanto mais uma pessoa bebe, mais ela reforça a ativação nesse circuito neuronal, que então impulsiona ainda mais o uso de álcool e a dependência. É como se o cérebro esculpisse um caminho privilegiado entre a ingestão de álcool e o sistema de recompensa, que gera uma sensação de bem-estar.

Esquecimento da dependência

Cientistas descobrem cura definitiva para alcoolismo
A planta medicinal conhecida como cajueiro-japonês é outra esperança no combate ao alcoolismo.
[Imagem: Wikipedia]

Para controlar apenas os neurônios envolvidos nesses circuitos, a equipe forneceu aos animais de laboratório um composto que se mostrou capaz de inativar especificamente os neurônios ligados ao consumo de álcool.

Após o tratamento, os animais cessaram completamente a ingestão compulsiva de álcool, uma mudança que se mostrou duradoura, sem retorno do vício até o final dos experimentos. "Nós nunca vimos um efeito tão forte durar várias semanas," disse George. "Eu não sabia se acreditava nisso."

Para tirar as dúvidas, a equipe repetiu os experimentos outras três vezes, obtendo sempre o mesmo resultado, com os animais deixando de beber compulsivamente. "É como se eles se esquecessem que eram dependentes," disse George.

Os pesquisadores afirmam que o próximo passo será acompanhar a formação dos circuitos neuronais ativados pelo álcool ao longo do tempo e encontrar uma maneira de testar a mesma terapia em seres humanos.

Os resultados foram publicados no Journal of Neuroscience.


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