Cure a si mesmo: Espiritualidade e saúde

Espiritualidade e saúde
A religião tem sido associada com menores taxas de doenças cardiovasculares, menos acidentes vasculares cerebrais, menor pressão arterial, menos distúrbios metabólicos, melhor funcionamento imunológico, melhores resultados contra o HIV e a meningite e menor risco de desenvolver câncer.
[Imagem: Utar Sigmal/Wikimedia]

Em um estudo com 50 pessoas com câncer de pulmão avançado, aquelas que seus médicos consideravam ter "fé espiritual" elevada responderam melhor à quimioterapia e sobreviveram por mais tempo.

Mais de 40% desses pacientes ainda estavam vivos após três anos, em comparação com menos de 10% daqueles que os médicos consideravam ter pouca fé (In Vivo, vol. 22, p. 577).

Existem milhares de estudos que chegam à conclusão de haver uma ligação entre algum aspecto da religião - como ir à igreja ou rezar - e uma saúde melhor.

A religião tem sido associada com menores taxas de doenças cardiovasculares, menos acidentes vasculares cerebrais, menor pressão arterial, menos distúrbios metabólicos, melhor funcionamento imunológico, melhores resultados contra o HIV e a meningite e menor risco de desenvolver câncer.

Críticas que não se sustentam

Os críticos destes estudos, como Richard Sloan, do Centro Médico da Universidade de Colúmbia (EUA), salientam que muitos desses estudos não consideram adequadamente outros fatores. Segundo ele, as pessoas religiosas têm muitas vezes estilos de vida de baixo risco, os fiéis tendem a se beneficiar de forte apoio social e as pessoas gravemente doentes são menos propensas a frequentar a igreja.

No entanto, uma análise recente de estudos na área, depois de tentar controlar esses fatores, concluiu que a "religiosidade/espiritualidade" tem um efeito protetor, embora apenas em pessoas saudáveis (Psychotherapy and Psychosomatics, vol. 78, p. 81).

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Se a ligação entre religião e melhor saúde é genuína, não há contudo necessidade de invocar a intervenção divina para explicá-la. Alguns pesquisadores atribuem os benefícios ao efeito placebo - confiar que alguma divindade ou outro ser vai curar você pode ser tão eficaz como a crença em uma remédio ou em um médico (Philosophical Transactions of the Royal Society B, vol. 366, p. 1838).

Outros pesquisadores, como Paolo Lissoni, do Hospital San Gerardo em Milão (Itália), que fez o estudo sobre o câncer de pulmão mencionado acima, acredita que as emoções positivas associadas com a espiritualidade promovem respostas fisiológicas benéficas.

Propósito na vida

Uma outra linha defende que o que realmente importa é ter um senso de propósito na vida, seja ele qual for. Ter uma ideia de por que você está aqui e o que é importante aumenta a nossa sensação de controle sobre os eventos, tornando-os menos estressantes.

Em um estudo de três meses sobre meditação (Meditate, p. 34), o aumento dos níveis da enzima que repara os telômeros apresentou uma correlação com uma maior sensação de controle e uma maior sensação de propósito na vida.

Clifford Saron, responsável pelo estudo, ressalta que os participantes já eram meditadores treinados, de modo que o estudo lhes deu a oportunidade de passar três meses fazendo algo importante para eles.

Gastar mais tempo fazendo o que você ama, seja meditação, jardinagem ou trabalho voluntário, pode ter um efeito semelhante sobre a saúde.

A grande novidade do estudo, diz Saron, é "o profundo impacto de ter a oportunidade de viver sua vida de uma maneira que você achar significativa".


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