Dados sobre AIDS são positivos mas ainda preocupam

Relatório mundial da AIDS

O Programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) alertou que a epidemia da doença tem avançado e que os esforços de prevenção não acompanham o ritmo das mudanças.

Apesar de o Relatório sobre a Epidemia Global de AIDS 2009 indicar uma queda de 17% nas novas infecções pelo vírus, o coordenador do Unaids no Brasil, Pedro Chequer, avaliou que os dados ainda preocupam.

Novo perfil da AIDS

Durante o lançamento do documento, ele destacou uma espécie de novo perfil da AIDS, já que os picos de maior número de infectados e de maior número de mortes foram registrados em 1996 e 2004. Os dados atuais revelam que o número de pessoas que vivem com a doença nunca foi tão grande e já soma 33,4 milhões de infectados.

"Há necessidade de uma reflexão profunda do ponto de vista de políticas públicas para que possamos enfrentar essa epidemia", disse Chequer. Desde o início da epidemia, 60 milhões foram infectadas e 25 milhões já morreram em consequência da doença.

Atualmente, surgem mais de 7.400 novos casos por dia - mais de 97% deles em países de baixa ou média renda e 40% entre jovens maiores de 15 anos. Para Chequer, a população jovem tem-se mostrado vulnerável ao HIV por conta da falta de informação e de acesso aos meios de prevenção.

Vacina vertical

Ele ressaltou que a vacina contra a transmissão vertical - quando o vírus é passado de mãe para filho durante a gestação, no momento do parto ou mesmo com o aleitamento materno - existe desde 1997, mas que não há uma demanda social forte.

"Esse distanciamento em relação a um tema crônico tem dificultado e não há mobilização dos profissionais de saúde", afirmou, ao lembrar que algumas gestantes ainda fazem o pré-natal sem passar pelo teste e sem tratamento para a AIDS.

"A comemoração ocorre com cautela. É preciso mais investimentos e trabalhar com cenários regionais para estabelecer parâmetros de prevenção e de diagnóstico", disse.

Prioridades

Entre as prioridades para 2009, o Unaids destacou a prevenção da morte de mães e bebês infectados; a garantia de que pessoas que vivem com o vírus recebam tratamento; o combate às mortes de soropositivos provocadas pela tuberculose; o fim da violência contra mulheres e meninas; o empoderamento (tradução da palavra inglesa empowerment, que significa dar poderes de decisão, participação e autonomia a uma pessoa) de jovens para que se protejam contra a doença; e o fortalecimento de uma rede de proteção social para pessoas infectadas.


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