Depressão durante a gravidez dobra risco de parto prematuro

Depressão na gravidez

Mulheres que sofrem de depressão durante a gravidez têm o dobro do risco de terem um parto prematuro em comparação com mulheres sem sintomas de depressão, de acordo com uma nova pesquisa feita no Kaiser Permanente Division of Research, na Alemanha, e publicada no jornal Human Reproduction.

A pesquisa descobriu que as mulheres grávidas com sintomas de depressão têm um maior risco de parto prematuro e que o risco aumenta com a severidade dos sintomas depressivos.

Conexão entre depressão e parto prematuro

As descobertas também oferecem evidências preliminares de que fatores de risco sociais e reprodutivos, obesidade e eventos estressantes podem agravar a conexão entre depressão e parto prematuro, segundo os pesquisadores.

Como a maioria das mulheres participantes no estudo não usavam antidepressivos, o estudo oferece uma visão clara dessa conexão entre depressão e parto prematuro.

Causas do parto prematuro

"O parto prematuro é a principal causa de mortalidade infantil, e nós ainda não sabemos suas causas. O que nós sabemos é que uma gravidez saudável requer uma placenta saudável e que o funcionamento da placenta é influenciado pelos hormônios, que por sua vez são influenciados pelo cérebro," diz o Dr. De-Kun Li, coordenador da pesquisa.

"Este estudo amplia a evidência emergente de que a depressão durante o início da gravidez pode interferir com as rotas neuroendócrinas e a subseqüente função placentária. As funções neuroendócrinas e da placenta desempenham um papel importante na manutenção da saúde de uma gravidez e do início do trabalho de parto," explica ele.

Detectando a depressão no pré-natal

"A depressão pós-parto tem sido extensivamente estudada e discutida com o público, mas a depressão durante a gravidez é significativamente pouco reconhecida e pouco diagnosticada. Os médicos devem prestar muita atenção à depressão durante a gravidez para detectá-la a tempo," diz Li.

"Se a depressão pré-natal é de fato tão comum como relatada neste e em outros estudos, e como ela dobra o risco de parto prematuro, então trazer a depressão para a linha de frente do acompanhamento pré-natal pode levar a uma significativa redução dos partos prematuros," conclui ele.


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