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06/02/2014

Depressão pós-aborto é negligenciada

Com informações da Agência USP

Aborto e depressão

A decisão feminina de interromper uma gestação está relacionada ao conhecimento da gravidez pelo parceiro e à reação que este esboçou no momento da descoberta.

A conclusão é da psicóloga Daniele Nonnenmacher, em pesquisa realizada na Faculdade de Medicina da USP, comparando resultados obtidos em São Paulo (SP) e Natal (RN).

Daniele também constatou que o abortamento, mais conhecido como aborto, frequentemente se associa à depressão, independente de ser provocado ou espontâneo.

"Embora avanços sociais tenham ocorrido, seguem enraizados na identidade feminina princípios culturais e sociais que, diante da situação de abortamento, despertam na mulher conflitos e ambivalências", explica Daniele.

Na capital paulista, as reações negativas e a falta de participação do parceiro contribuíram para decisão de provocar o aborto. Já em Natal, foi a ausência do parceiro no momento em que a gravidez se confirmou que foi associada à sua interrupção.

Nas duas capitais, a distribuição das religiões entre as mulheres que abortaram não foi diferente da média populacional de cada região, de acordo com o censo de 2010 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além disto, os dados apontaram que o aborto provocado foi mais frequente em mulheres solteiras, com menor numero de gestações e de abortamentos espontâneos anteriores, tanto em Natal, quanto em São Paulo.

Depressão pós-aborto

A média de depressão das mulheres que abortaram foi de 50% em São Paulo e de 72,7% em Natal, sem apresentar grandes diferenças entre os tipos de aborto.

O número é considerado alto em relação às taxas comuns nas mulheres, que giram entre 5 e 9%.

Mesmo que no período gestacional esses índices tenham tendência a se elevar, isso "reforça a relevância dos aspectos emocionais da mulher diante desta experiência, independente de ser espontânea ou provocada, e a importância de uma atenção integral", conclui a pesquisadora.


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