Ver:

 Temas
 Enfermidades





RSS Diário da Saúde

Twitter do Diário da Saúde

15/09/2015

Descoberta mais uma diferença entre os sexos

Redação do Diário da Saúde

Funciona para mulheres, mas não para homens

Muitos distúrbios cerebrais variam entre os sexos, mas como a biologia e a cultura contribuem para essas diferenças é algo ainda a ser esclarecido.

Nessa busca, neurocientistas acabam de descobrir mais uma diferença biológica intrínseca entre machos e fêmeas - localizada justamente no cérebro.

A diferença aparece na regulação molecular das sinapses no hipocampo, uma região do cérebro envolvida na aprendizagem, na memória e nas respostas ao estresse - e também em doenças neurológicas como a epilepsia.

Esta descoberta é mais um suporte à teoria de que os cérebros feminino e masculino respondem de formas diferentes aos medicamentos que alvejam determinadas vias sinápticas.

Por exemplo, os testes mostraram que uma droga em fase de testes, chamada URB-597, que regula uma molécula importante na liberação de neurotransmissores, tem efeito nas mulheres, mas não nos homens.

Anandamida

Catherine Woolley e seus colegas da Universidade Northwestern mostraram que, no cérebro das fêmeas, a droga URB-597 aumenta o efeito inibidor de um endocanabinoide essencial, a anandamida, gerando uma diminuição na liberação de neurotransmissores. Nos cérebros dos machos, porém, o fármaco não teve qualquer efeito, e a diferença não está relacionada com a circulação de hormônios reprodutivos.

Embora o estudo tenha sido feito em ratos, os resultados têm amplas implicações para os seres humanos porque esta droga e outras similares estão atualmente sendo testadas em ensaios clínicos em seres humanos, depois de terem sido avaliadas em animais de laboratório.

"Nós não sabemos se essa descoberta irá se repetir nos seres humanos ou não," disse Woolley, "mas nesse momento as pessoas que estão pesquisando endocanabinoides em seres humanos provavelmente não estão cientes de que a manipulação destas moléculas pode ter efeitos diferentes em homens e mulheres."

Endocanabinoides

Objetos de inúmeros ensaios clínicos, os endocanabinoides são moléculas que ajudam a regular a quantidade de certos neurotransmissores liberados nas sinapses, a conexão entre os neurônios.

Estas moléculas estão envolvidas numa variedade de processos fisiológicos, incluindo a memória, o estado de motivação, o apetite e a dor, assim como na epilepsia, uma desordem neurológica.

Seu nome vem do fato de que os endocanabinoides ativam os mesmos receptores neurais que o ingrediente ativo da maconha - endo é um termo derivado do grego que significa interno ou interior.


Ver mais notícias sobre os temas:

Neurociências

Gênero

Cérebro

Ver todos os temas

Mais lidas na semana:

Dor de cabeça: Conheça aquelas que exigem tratamento

Vacina contra dengue pode fazer mais mal que bem em alguns locais

Os muitos mitos sobre as Dores nas Costas

Medicamento desenvolvido no Brasil combate origem da hipertensão

Carne vermelha todo dia faz mal? Especificamente que mal?