Diagnóstico da depressão é repleto de falsos positivos e falsos negativos

Diagnóstico da depressão é repleto de falsos positivos e falsos negativos
Os profissionais de saúde no atendimento primário foram capazes de reconhecer apenas metade dos pacientes que sofriam de depressão clínica.
[Imagem: Hendrike]

Erros no diagnóstico da depressão

Uma meta-análise - um estudo que pesquisa os resultados de vários estudos anteriores - verificou os dados de mais de 50.000 pacientes e concluiu que os profissionais de saúde responsáveis pelo primeiro atendimento à população têm enormes dificuldades em identificar pacientes com depressão.

O resultado, segundo a análise, é que há números substanciais de erros no diagnóstico da depressão, com pessoas deprimidas sem o diagnóstico, e pessoas erroneamente diagnosticadas como deprimidas.

Os profissionais cometem mais erros de identificação (falsos positivos de depressão) do que o número de depressões que eles diagnosticam corretamente em uma consulta inicial. Os resultados poderiam ser bem melhores caso o paciente passasse por uma reavaliação.

Estas são as conclusões do estudo, que será publicado no jornal The Lancet e que avaliou 41 estudos científicos realizados em nove países diferentes.

Crítica construtiva

Os pesquisadores descobriram que os profissionais de saúde no atendimento primário foram capazes de reconhecer apenas metade dos pacientes que sofriam de depressão clínica.

A avaliação e o diagnóstico de pessoas sadias apresentaram uma precisão de 80%. No pior cenário, os falsos diagnósticos podem superar os diagnósticos corretos na razão de três para um.

"Nossos resultados não devem ser interpretados como uma crítica aos profissionais de saúde por falharem no diagnóstico da depressão, mas uma chamada de atenção para um melhor entendimento dos problemas que os não-especialistas se defrontam," escrevem os pesquisadores.

Segunda opinião necessária

Embora tenham focado no trabalho de profissionais de saúde não especializados em psiquiatria, "a pesquisa também sugere erros equivalentes no diagnóstico da depressão por especialistas trabalhando em hospitais e profissionais de saúde formados na área," diz o estudo.

Os pesquisadores recomendam que, qualquer que seja a formação do profissional que faz o diagnóstico, todos os pacientes cuja avaliação inicial não for totalmente clara, devem passar por uma reavaliação com outro profissional antes que qualquer tratamento seja iniciado.


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