Diagnóstico: Quando várias opiniões médicas são melhores do que uma só?

Inteligência coletiva

Pesquisadores do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano (Alemanha) fizeram um trabalho inédito que pode ajudar a otimizar o diagnóstico médico por meio da coleta das opiniões de vários profissionais de saúde.

A pergunta fundamental é: Quando é realmente melhor procurar a opinião de vários médicos, e quantos devem ser consultados?

A equipe chama essa coleta da opinião de especialistas em busca de melhores diagnósticos de "inteligência coletiva".

A conclusão é que as técnicas de inteligência coletiva - sejam feitas por conta do paciente ou de forma organizada dentro do próprio hospital - podem resultar em diagnósticos médicos consideravelmente mais precisos, mas apenas sob certas condições.

Iguais fazem melhor

A principal conclusão é que a composição do grupo de especialistas é decisiva para a qualidade do diagnóstico final.

A regra geral é que vários médicos fazem diagnósticos melhores - desde que as habilidades individuais dentro do grupo não variem muito. Misture médicos com competências muito diferentes e o resultado pode ser pior.

Somente quando o nível de conhecimento e habilidade dos médicos consultados é semelhante, o coletivo irá superar o melhor profissional no grupo. Se, por outro lado, os níveis de precisão dos médicos diferirem muito, combinar seus pareceres levará a diagnósticos piores. Este efeito se manteve em grupos de diferentes tamanhos e diferentes níveis do melhor médico do grupo.

"Os grupos nem sempre tomam as melhores decisões. Se as habilidades individuais diferem muito dentro do grupo, faz mais sentido contar com o melhor diagnosticador no grupo," explica o Dr. Ralf Kurvers, coordenador do trabalho.

Capacidade de diagnóstico de um médico

A orientação que os pesquisadores passam para as equipes médicas é que a formação dessas equipes deve ter como critério fundamental a precisão dos diagnósticos dos diversos médicos que vão compor o grupo - por exemplo, no contexto da dupla leitura independente das mamografias.

A equipe afirma que agora planeja analisar como é possível avaliar a precisão dos diagnósticos de um médico específico o mais rápido possível, de forma a fundamentar a formação desses grupos de diagnóstico e identificar qual é o melhor deles.


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