Dieta mediterrânea melhora coração mesmo quando inclui carne

Dieta mediterrânea melhora coração mesmo quando inclui carne
Os ingredientes da alimentação mediterrânea incluem frutas, vegetais, azeite e peixe.
[Imagem: Wikimedia]

Coração ganha sempre

Adotar um padrão de alimentação ao estilo mediterrâneo melhora a saúde do coração, seja com ou sem redução do consumo de carne vermelha - desde que a carne seja magra e não processada.

"Este estudo é importante porque mostra que a carne vermelha pode ser parte de um padrão de alimentação saudável para o coração, como em um padrão alimentar no estilo mediterrânico," disse Wayne Campbell, professor de ciência nutricional da Universidade Purdue (EUA).

Mas ele se apressa em ressalvar: "O estudo não foi projetado para promover a ingestão de carne vermelha, e não estamos encorajando as pessoas que já adotam um padrão alimentar de estilo vegetariano a começar a consumir carne vermelha."

Dieta mediterrânea com carne

A equipe de Campbell avaliou adultos com excesso de peso e em risco de desenvolver doenças cardíacas para monitorar os eventuais efeitos benéficos à saúde de um padrão alimentar de estilo mediterrâneo com e sem carne - os regimes alimentares não tinham qualquer objetivo de perda de peso.

As fases incluíram (1) um período de cinco semanas de um padrão alimentar ao estilo mediterrânico, contendo três porções de 28 gramas por dia de carne vermelha magra, não processada; (2) um retorno de cinco semanas ao seu padrão regular de consumo; e (3) um período de cinco semanas de consumo de um padrão alimentar mediterrânico com menos carne vermelha, três porções de 28 gramas duas vezes por semana, o que é comumente recomendado para a saúde do coração.

"No geral, os indicadores de saúde cardíaca melhoraram com os dois padrões de alimentação de estilo mediterrâneo.

"Curiosamente, no entanto, o colesterol LDL dos participantes, que é um dos mais fortes indicadores que temos para prever o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, melhorou com a ingestão de carne vermelha típica [3 x 28 g por dia], mas não com a ingestão menor [28 g duas vezes por semana]," detalhou a pesquisadora Lauren O'Connor.

Os resultados foram publicados no American Journal of Clinical Nutrition.


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