Dieta ocidental pode explicar aumento de Alzheimer

Dieta ocidental pode explicar aumento da incidência de Alzheimer
A Dieta da Mente evita o declínio cognitivo, mesmo permitindo alguns "pecados alimentares".
[Imagem: Rusch University Medical Center]

Alzheimer e dieta

Os diagnósticos da doença de Alzheimer estão aumentando em todo o mundo, estimando-se que 42 milhões de pessoas tenham a doença atualmente, tornando o mal de Alzheimer o tipo mais comum de demência.

Em busca de explicações para esse crescimento, cientistas alertam agora que os fatores de risco mais importantes para o Alzheimer parecem estar ligados à dieta, especialmente ao consumo de carnes, doces e produtos lácteos com altos teores de gordura que caracterizam a dieta ocidental.

Essa conclusão veio depois que uma equipe internacional analisou toda a literatura médica e científica disponível até hoje e, a partir desses dados, desenvolveu um novo estudo com base na prevalência da doença de Alzheimer em 10 países (Brasil, Chile, Cuba, Egito, Estados Unidos, Índia, Mongólia, Nigéria, República da Coreia e Sri Lanka), levando em conta dados sobre as dietas nesses países 5, 10, e 15 anos antes dos dados de prevalência da doença.

Carne e produtos de origem animal

As maiores correlações com a prevalência da doença de Alzheimer foram detectadas em relação ao consumo de carne e produtos de origem animal (exceto leite) 5 anos antes da prevalência da doença de Alzheimer.

Por outro lado, o consumo consistente de frutas, legumes, grãos, produtos lácteos com baixo teor de gordura, legumes e peixes se mostraram associados com um risco reduzido de se ter Alzheimer.

Dieta ocidental pode explicar aumento da incidência de Alzheimer
As carnes grelhadas vêm sendo associadas a um maior risco de demência devido à produção de compostos químicos mutagênicos. Por sua vez, a OMS alerta que as carnes industrializadas também são cancerígenas.
[Imagem: Heather Luis/USDA]

A equipe cita o exemplo do Japão, onde uma transição nutricional da dieta tradicional japonesa para a dieta ocidental fez com que as taxas de doença de Alzheimer aumentassem de 1% em 1985 para 7% em 2008, com os diagnósticos reagindo a mudanças na dieta em um intervalo maior, próximo dos 20 anos.

Dieta ocidental

"Reduzir o consumo de carne pode reduzir significativamente o risco de doença de Alzheimer, bem como de vários tipos de câncer, diabetes tipo 2, derrame e, provavelmente, doença renal crônica," afirmou o professor William Grant, do Centro de Pesquisas em Saúde e Nutrição de São Francisco (EUA).

"Embora a dieta mediterrânea tradicional esteja associada a cerca de metade do risco de doença de Alzheimer da dieta ocidental, as dietas tradicionais de países como a Índia, Japão e Nigéria, com consumo de carne muito baixo, estão associadas a uma redução adicional de 50% na risco de doença de Alzheimer."

Os resultados foram publicados no Journal of the American College of Nutrition.


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