Diminuem riscos da transfusão de sangue no Brasil

Os potenciais riscos dos serviços de hemoterapia, que lidam com o ciclo de transfusão de sangue, têm diminuído no Brasil.

É o que mostra o relatório anual da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre o assunto.

O documento apresenta o perfil sanitário dos serviços de hemoterapia brasileiros, classificados em cinco categorias compreendidas entre baixo e alto risco sanitário.

Entre os riscos em potencial analisados estão a falta de manutenção de equipamento, área física, biossegurança e relato de ocorrências.

Entre 2011 e 2012, a queda do número de serviços classificados como de alto risco e de médio alto risco caíram de 21,56% para 16,34%, enquanto os considerados de baixo risco e de médio baixo risco aumentaram de 59,16% para 70,42%.

"Baseado nos resultados desse relatório, a gente traça políticas públicas em cima das não conformidades, do grau de risco por região, por categoria de serviço e cria política para melhorias", disse João Paulo Baccara Araújo, gerente de sangue e componentes da Anvisa

Anualmente, são coletadas cerca de 4 milhões de bolsas de sangue em todo o país. Cerca de 5% das coletas são descartadas por algum problema sorológico e 18% dos candidatos a doação são recusados, entre outros motivos por problemas de saúde.

"O Brasil hoje, na questão da segurança do sangue, tem nível de primeiro mundo, não tem nada a desejar a nenhum país de primeiro mundo", disse Araújo.

A Anvisa analisou a avaliação de 1.053 serviços, o que equivale a uma amostra de aproximadamente 52% dos 2.016 serviços de hemoterapia cadastrados no Sistema Nacional de Cadastro de Serviço de Hemoterapia.


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