DNA do bebê no sangue materno pode indicar problemas de forma não invasiva

DNA do bebê no sangue materno pode indicar problemas de forma não invasiva
A vantagem do biochip é que a detecção é feita a partir de uma única amostra do sangue da mãe, sem riscos de aborto.
[Imagem: Shuang Hou et al. - 10.1021/acsnano.7b03073]

Exames no pré-natal

Embora esteja crescendo entre os especialistas a preocupação com os exames feitos durante o pré-natal, muitas vezes as mulheres grávidas se submetem a exames antes que seus filhos nasçam.

A informação que elas obtêm desses testes varia, desde o gênero do bebê até defeitos genéticos.

Mas esses testes são frequentemente invasivos, com riscos maiores ou menores, dependendo do exame, de prejudicar o feto e a mãe.

Para tentar atender à demanda das mães que querem mais informações, sem submeter ela e seu bebê a riscos, um grupo da Universidade da Califórnia em Los Angeles desenvolveu um dispositivo que fornece diversos resultados de forma menos invasiva, usando apenas um exame de sangue.

DNA do feto no sangue da mãe

Testes pré-natais atuais, como a amniocentese e a amostragem das vilosidades coriônicas, por exemplo, são precisos, mas também são invasivos e aumentam o risco de aborto espontâneo, afirma o professor Hsian-Rong Tseng.

Uma das alternativas é tentar detectar o DNA do bebê no sangue da mãe, mas esse material genético é tipicamente encontrado em quantidades muito pequenas, não existindo ainda nenhum método ideal para capturá-lo.

Tseng e seus colegas vêm desenvolvendo há alguns anos uma tecnologia chamada "NanoVelcro", que se mostrou capaz de detectar células tumorais circulantes no sangue, que são igualmente raras.

Agora, eles adaptaram seus biochips para detectar as raras células do feto circulando no sangue da mãe.

Para isso foi criada uma nova classe dos biochips NanoVelcro, preparados por um processo de fabricação de nanoimpressão, o que os tornou mais reprodutíveis e mais rápidos de fabricar do que os protótipos anteriores.

Gênero e problemas genéticos

Para capturar especificamente as células do feto, a equipe anexou um anticorpo a um marcador sobre a superfície das células. Quando testaram o sangue de 15 mulheres grávidas, verificaram que o biochip consegue concentrar as células do feto, enriquecendo a amostra e permitindo a detecção do DNA do bebê.

Os primeiros testes mostraram que o biochip é capaz de determinar com precisão o sexo dos fetos, bem como as condições genéticas que haviam sido previamente diagnosticadas por outros métodos em nove dos fetos.

Antes que este novo exame possa ser utilizado clinicamente, contudo, ele terá que passar pelo longo processo de validação de segurança e ensaios clínicos.


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