Doação de órgãos ganha passagem privilegiada em aviões

Circulação de órgãos

Um acordo entre o Ministério da Saúde, a Secretaria de Aviação Civil e as empresas aéreas e aeroportuárias vai facilitar o transporte de órgãos entre o ponto de doação e o ponto de transplante.

Após a retirada, os órgãos doados suportam muito pouco tempo sem circulação sanguínea - por exemplo, pulmão e coração (4-6h), fígado (12-24h), pâncreas (12-24h), rim (24-48h), córneas (até 7 dias).

Com o acordo, a iniciativa passa a incluir também a medula óssea entre os órgãos passíveis de serem transportados por avião para fins de transplante. O transporte da medula dependia da criação de um fluxo específico, tendo em vista que passar pelo sistema de raio X poderia deteriorar o tecido. A inclusão no termo propicia a regulamentação técnica que viabiliza que esses materiais passem a ser transportados sem a necessidade de colocar na esteira do aparelho.

Transporte de órgãos para transplantes

O acordo, assinado em dezembro de 2013, tinha duração de dois anos e está sendo renovado pela primeira vez. Com a parceria, foi possível ampliar o número de voos disponíveis para transportar órgãos e otimizar a operação, evitando desperdício, aumentando a oferta, reduzindo as distâncias e desigualdades regionais, além de beneficiar as pessoas que aguardam por um órgão em todo o Brasil.

Em 2011, no início da operação, quando ainda não havia um acordo formalizado, foram utilizados 1.907 voos no transporte de algum tipo de material biológico ou equipe médica para transplante no Brasil.

Em 2013 o acordo elevou esse número para 6.064 voos, mais que o triplo.

Em 2014, 5.061 voos transportaram órgãos e equipes de saúde. Nesse período foi registrada queda no número de voos pela otimização da utilização da malha aérea e do fluxo de distribuição. Ou seja, a rede transportou mais itens com menos voos, resultado de processos logísticos mais apurados.


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